A juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Segundo informações do portal O Antagonista, a juíza reforçou a postura de Moro ao dizer que não existe relação entre a condenação de Lula e a aceitação do convite para assumir o Ministério da Justiça.

Edson Fachin é o ministro relator do novo habeas corpus impetrado pela defesa do petista ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Logo após Moro confirmar que irá assumir o superministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, a defesa de Lula alegou que a condenação teve caráter parcial. Petistas avaliam que o fato do juiz aceitar o cargo no ministério comprovaria a tal parcialidade na sentença dada ao petista.

No entanto, a substituta de Moro citou uma fala do futuro ministro durante a primeira entrevista coletiva após aceitar o convite do ministério.

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Na fala, Moro enfatiza que a sondagem sobre a conversa a respeito do ministério ocorreu a partir do dia 23 de outubro. Ou seja, cinco dias antes das eleições presidenciais do segundo turno com o intermédio do economista Paulo Guedes, um dos braços-direito de Jair Bolsonaro. Com isso, Gabriella Hardt tenta comprovar que não houve motivação política na sentença de Lula por Moro, que ocorreu em meados de 2017.

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Sergio Moro Lula

Palavra da defesa

A defesa do ex-presidente Lula, condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, avaliou que a aceitação de Moro ao ministério evidencia uma revelação pública e notória. No ano passado, um pedido da defesa de Lula já havia sido negado. Na época, a defesa enfatizava "a suspeição e a incompetência" por parte de Moro.

Condenação

Moro condenou Lula em 9 anos e seis meses de prisão.

Em seguida, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região reforçaram a sentença do juiz e ainda aumentaram a pena imposta. Com isso, Lula passou a cumprir pena relativa a 12 anos e um mês de prisão.

O petista foi preso em meio a protestos e dificuldades no dia 7 de abril deste ano. Lula afirma que é "preso político" e vítima de uma perseguição por parte do juiz federal de Curitiba.

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A defesa do petista tenta a liberdade e chegou a entrar com recursos para que Lula concorresse as eleições presidenciais. No entanto, com pedido recusado, o representante do partido foi Fernando Haddad, que perdeu as eleições para o capitão reformado Jair Bolsonaro.

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