No início da noite dessa segunda-feira (26), o presidente da República, Michel Temer, sancionou o polêmico reajuste salarial dos ministros da maior corte do país, o Supremo Tribunal Federal, que a partir de hoje, passarão a receber mensalmente um salário de R$ 39 mil. O aumento sancionado por Temer é de 16,38%, anteriormente os ministros recebiam R$ 33 mil mensais. Com a decisão, os cofres públicos, mesmo com a severa crise econômica atual no país, deverão arcar um gasto de R$ 4,1 bilhões, valor esse referente ao teto do funcionalismo público.

O reajuste foi aprovado por Temer mediante a um acordo fechado com o ministro Luiz Fux, acordo esse que revogasse as liminares referentes a auxílio-moradia a juízes e procuradores federais de todo o país. O intuito do acordo era de que o aumento não impactasse nas contas públicas. Atualmente, o benefício de auxílio moradia é pago mensalmente no valor de R$ 4,3 mil.

Temer tinha até o dia 28 para vetar ou aprovar o aumento, no entanto, tomou a decisão nesta segunda-feira e pôs fim ao polêmico assunto, uma de suas últimas decisões antes de entregar o cargo ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) que não se esquivou do assunto e afirmou que se fosse em seu governo, certamente vetaria o aumento.

Os beneficiados diretamente com esse aumento serão os onze ministros que integram o Supremo e Raquel Dodge, que atualmente ocupa o cargo de chefe do Ministério Público Federal. A medida, no entanto, certamente irá gerar um efeito cascata, que fará com que todos os outros funcionários do Judiciário tenham seus vencimentos aumentados, sem falar que a medida abrirá precedentes a um eventual aumento aos parlamentares e ao presidente da República.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Michel Temer

Entidades e representantes do Judiciário não queriam o fim do auxílio-moradia

De acordo com notícia divulgada no site do jornal O Estado de S. Paulo, as entidades que representam as categorias do Judiciário não queriam o fim do auxílio-moradia e pressionaram o Supremo Tribunal Federal para que impedisse o acorde de Temer e Fux. A AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) fez um pedido direto a Luiz Fux para que não revogasse as liminares, no entanto, a pressão em cima do ministro não surtiu efeito já que o acordo se concretizou nesta segunda-feira.

Auxílio-moradia custava R$ 139 mi aos cofres públicos

Mensalmente, o auxílio moradia tinha um alto custo aos cofres públicos e de acordo com um estudo feito pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados [VIDEO], os cofres públicos tinham que liberar R$ 139 milhões para cobrir o pagamento do benefício aos magistrados.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo