Nesta última quarta-feira, 7 de novembro, o Senado Federal garantiu os votos necessários para a aprovação do reajuste de 16,38% aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, os ministros da Corte têm o salário aumentado de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil.

Segundo informações do portal Valor, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, teria se empenhado pessoalmente para garantir a votação no Senado. Para isso, o ministro telefonou para senadores a fim de conseguir um placar favorável a Corte.

Toffoli foi um dos ministros que considerou "justo e correto" o aumento dos ministros. Do lado contrário, esteve a ministra Cármen Lúcia, que antes presidente da Corte não quis colocar em pauta a questão, justificando déficit fiscal no país.

O argumento utilizado por Toffoli para garantir a votação, segundo interlocutores, é que ele precisava assegurar a sua capacidade de negociação. Caso contrário, sua comunicação com a Corte estaria em jogo. A proposta do aumento estava em discussão desde 2015, quando o ministro Ricardo Lewandowski levantou a questão.

No entanto, na presidência de Cármen Lúcia isso foi deixado de lado, e voltou com tudo após Toffoli assumir o Supremo.

O portal Valor também cita que antes mesmo de Toffoli se tornar presidente da Corte ele conversou com Michel Temer e falou sobre o reajuste. Com isso, Toffoli afirmou que, em troca, iria levar ao plenário ações que pedem o fim do auxílio-moradia. O objetivo é que o fim de outros benefícios poderiam amenizar os impactos que o reajuste salarial teve. Segundo informações da consultoria do Senado e da Câmara, os impactos do reajuste serão de R$ 4 bilhões aos cofres públicos.

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Governo

Marco Aurélio Mello

Além de Toffoli, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski são a favor do reajuste. Nesta última quinta-feira, 8 de novembro, Marco Aurélio chegou a ironizar a ministra Cármen Lúcia devido o posicionamento sobre o reajuste.

O ministro enfatizou que admira a posição de Cármen em fazer "voto de pobreza", devido a ministra ser conta o aumento do salário. Além do mais, os ministros enfatizam que o reajuste é para assegurar que uma parte dos prejuízos relacionados a inflação seja ressarcida aos ministros.

No momento, os magistrados aguardam a sanção do presidente Michel Temer sobre o caso.

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