Após mais um compromisso em Brasília, nesta terça-feira (13), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que a pasta do Trabalho seguirá mantendo seu status de ministério e não mais será apenas uma secretaria, como estava sendo especulado.

“O Trabalho vai continuar com status de ministério. Não vai ser secretaria, não”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva concedida nesta tarde.

No entanto, Bolsonaro deu a entender que, apesar de seguir com status de Ministério, Trabalho será incorporado a outras pastas.

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“Vai ser ministério disso, disso e Trabalho. O que vale é o status”, falou o presidente eleito, que negou que o ministério esteja sendo menosprezado.

Na semana passada, Bolsonaro havia dito que o Ministério do Trabalho seria extinto. Decisão que gerou várias reações, tanto positivas, como negativas. Servidores que trabalham na pasta protestaram e chegaram a dar um abraço simbólico no prédio onde fica o ministério. A ideia inicial do presidente eleito seria incorporá-lo a outra pasta.

Nesta terça-feira, cerca de 100 servidores voltaram a protestar contra a extinção.

A ideia de Jair Bolsonaro é reduzir os atuais 29 ministérios para 17 ou 18. “Está em 17, e talvez seja 18", disse.

Questionado se participaria, junto com o presidente Michel Temer, da reunião do G-20, em Buenos Aires, na próxima semana, Bolsonaro respondeu que não poderia ir ao encontro das 20 maiores economias do mundo por questões de saúde.

Economia não seria tão grande, afirma ministro

O atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse nesta terça-feira que a economia para a União com a redução no número de ministérios, como prometeu o presidente eleito Jair Bolsonaro, não seria tão grande.

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Para Colnago, que esteve reunido com a equipe de transição, haveria um ganho maior de qualidade da gestão do que financeiro. Ele disse ainda que para contabilizar o quanto será economizado, precisa saber quais pastas efetivamente serão fundidas, quais secretarias e autarquias serão pegas de outros ministérios para “depois começar a ver sobreposição”.

Disse ainda que tem pressa em saber a composição dos ministérios para ajustar o orçamento a nova estrutura, uma vez que o planejamento está baseado na estrutura atual.

“A gente precisa ter essa nova estrutura para poder ajustar o orçamento”.

Se tal estrutura não for passada até a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), pode haver a necessidade de ofícios do Ministério do Planejamento para ajustar o orçamento em tramitação.

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