O general do Exército, Eduardo Villas Bôas, concedeu uma entrevista para o portal "Folha de S.Paulo" e falou sobre temas como o futuro governo de Jair Bolsonaro e a tentativa de soltura do ex-presidente Lula, preso por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em entrevista, Villas Bôas comentou sobre um episódio em que, segundo ele, o Exército entrou no "limite" para uma possível intervenção militar no país.

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O momento em questão ocorreu na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal, no qual os ministros da Corte teriam a possibilidade de evitar a prisão do petista. Lula está preso desde o dia 7 de abril, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, Paraná.

Na época, o comandante chegou a fazer uma postagem na rede social Twitter que chamou atenção. A mensagem enfatizava o repudio a impunidade e o respeito a Constituição brasileira.

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Após as falas do general, a mensagem repercutiu como clara indireta aos ministros da Corte.

Agora, Villas Bôas admite que a instituição estava ao limite com aquela situação: “Eu reconheço que houve um episódio em que nós estivemos realmente no limite, que foi aquele tuíte da véspera do votação no Supremo da questão do Lula", disse o general.

O chefe do Exército disse que as coisas poderiam fugir do controle caso ele não se expressasse, pois militares e civis também estavam se pronunciando de maneira enfática.

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Jair Bolsonaro

O comandante do Exército sinalizou que, na época, ele foi criticado pelo tuíte, pois algumas pessoas o acusaram de estar interferindo em uma área que não lhe cabe.

No entanto, Villas Bôas disse que houve uma preocupação com a questão da estabilidade do Brasil. O general disse que, caso a situação se agravasse, quem iria pagar a conta seria o próprio Exército. Então, o comandante achou melhor se expressar daquela forma, do que remediar futuramente.

O comandante disse que se lembra de postar a mensagem às 20h20 e, com isso, o apresentador do "Jornal Nacional", Willian Bonner, leu a mensagem para os brasileiros no final do jornal.

Militares em cargos políticos

Ao ser questionado sobre convites de militares para ocupar cargos políticos, o comandante do Exército disse que vê a questão com normalidade. Villas Bôas conta que antes estava tendo uma espécie de preconceito, porém isso está mudando e ele vê de forma positiva.

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Villas Bôas também citou que o problema de segurança pública virou um problema de nível nacional e que questões como essas devem ser tratadas com abrangência.

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