O comandante-chefe das Forças Armadas, general Eduardo Villas Bôas, concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na qual comentou, enre outros assuntos, o papel dos militares no Governo Jair Messias Bolsonaro.

O militar também falou sobre sua manifestação no Twitter a respeito do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF. Na ocasião, o Supremo Tribunal Federal não acolheu o pedido da defesa do petista.

Villas Bôas, de 67 anos, completados na última quarta-feira (07), ressaltou ainda o papel do Exército e das Forças Armadas como um todo, em relação ao futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. De acordo com o militar, o capitão reformado da reserva não representa riscos inerentes a uma possível volta de militares ao poder no país, mas haveria um baixo risco de "politização de quartéis".

Villas Bôas assegurou que a "imagem de Bolsonaro como militar viria de fora, já que ele seria muito mais um político e o Exército estaria tratando com muito cuidado esse tipo de interpretação de que a eleição do presidente eleito viesse a significar um retorno dos militares ao centro do poder".

Manifestação nas redes sociais

Ao ser questionado a respeito de usa manifestação na sua conta oficial do Twitter, justamente à véspera do julgamento de um habeas corpus favorável ao ex-presidente Lula, que encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, o comandante máximo do Exército afirmou que tratava-se de um período considerado muito turbulento no país e que o teria agido no "limite".

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Lula

A manifestação do general se referia à atual conjuntura do país, externando ali em sua mensagem, ao ressaltar sua "preocupação com a impunidade", o que teria sido visto na ocasião, como uma suposta ameaça velada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, Villas Bôas argumentou que "as coisas poderiam sair do controle se ele não se expressasse, naquela ocasião". Ele concluiu ainda, que outras pessoas, seja do círculo militar ou mesmo civis, estavam se posicionando sobre o respectivo caso, até mesmo, de modo mais enfático.

Ao final, o general Villas Bôas assegurou que sua manifestação acabou tendo um saldo considerado positivo.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota em que criticou a entrevista dada pelo general Villas Bôas ao jornal Folha de S.Paulo. Segundo o partido, "quando o general Villas Bôas se posiciona de que a liberdade de Lula seria fator de instabilidade ao país, o mesmo confirma que a condenação do ex-mandatário petista teria sido uma operação política, com o objetivo de impedir que Lula se tornasse presidente da República", segundo a nota petista.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo