O comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, comentou, em uma entrevista ao jornal Financial Times, nesta segunda-feira (12), que a vitória de Jair Bolsonaro causou uma sensação de um nacionalismo no país, que estava escondida nas pessoas. Ele citou como exemplo a euforia que existe na Copa do Mundo com a Seleção Brasileira para comparar com essa vitória do capitão. Entretanto, o general deixou certo que as Forças Armadas não devem entrar nesse jogo político e devem se manter independentes.

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De acordo com a cúpula das Forças Armadas, o Governo de Jair Bolsonaro não significa a volta de militares ao poder. A instituição se manterá independente, mesmo o presidente eleito sendo um capitão do Exército reformado do Exército Brasileiro.

Villas Bôas descartou esse cenário de retorno dos militares à Política e enfatizou que as instituições são fortes e capazes de separar bem esse tipo de situação. Segundo o general: "Não há espaço para aventuras exóticas".

O chefe do Exército afirmou que existe uma preocupação de evitar que a política tome conta dos quartéis. Na visão de Villas Bôas, Bolsonaro é muito mais político do que um militar e deve haver uma separação entre aqueles militares que se envolverão no governo com a instituição independente.

Apelo do povo

O comandante do Exército chegou a citar que existiu um apelo forte do povo para que os militares voltem ao poder, mas isso se deve pelo fato das Foças Armadas terem valores mais ligados ao conservadores. Foi com essa ideia que o presidente eleito acabou conseguindo ter uma votação expressiva.

Villas Bôas acredita que a vitória de Bolsonaro [VIDEO] liberou uma energia nas pessoas. Segundo ele, é um tipo de nacionalismo que só pode ser visto com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Se for analisar esse ponto, o general admitiu que a vitória do capitão foi algo positivo.

Revolta dos petistas

Na entrevista concedida à Folha de S.Paulo, publicada no domingo (11), chefe do Exército acabou revoltando vários petistas [VIDEO]ao explicar sobre uma manifestação através do Twitter às vésperas do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 3 de abril.

O general disse que surgiu a possibilidade de intervenção das Forças Armadas, caso o Supremo Tribunal Federal concedesse o habeas corpus a Lula. Ele disse que isso poderia acontecer para evitar que um possível caos caísse no colo das Forças Armadas.

A cúpula do PT não gostou das declarações do general e repudiou através do Twitter.