O advogado Cristiano Caiado de Acioli foi detido, nesta terça-feira (4), após ter dito ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que o STF é uma vergonha. Ele foi levado para prestar esclarecimentos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele relatou que o ministro ameaçou de prendê-lo e a PF foi chamada.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o ministro aparece sentado na primeira fileira de um voo da Gol.

Ele estava fazendo a viagem de São Paulo para Brasília. Nesse momento, foi abordado por esse passageiro que estava indignado com os resultados de julgamentos no STF.

Ao chegar ao aeroporto em Brasília, Acioli acabou sendo detido e tendo que prestar depoimento a um delegado da PF. O advogado estava irritado e disse que não entendia o motivo de não informarem a ele qual o crime que ele cometeu.

De acordo com o advogado, em nenhum momento ele faltou com desrespeito ao ministro, pois usou com ele o pronome devido pela sua autoridade.

Ele afirmou que apenas fez uma manifestação contra uma indignação sua. Ele disse que Constituição favorece que todos possam criticar e se manifestar sobre algo. Isso é um direito básico, declarou.

Acioli falou que um técnico do Judiciário entrou no avião com uma conduta ilegal e o levou para prestar depoimento. O advogado falou que vai entrar com uma reclamação contra esse técnico do Judiciário que o abordou.

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Governo

Assessoria do ministro

A assessoria do ministro comentou o caso e disse que houve sim a discussão. Em nota, falou que o passageiro começou a injuriar o Supremo, contudo, não foram agressões diretamente contra o ministro Lewandowski. Por essa razão, foi solicitado a presença de um agente da PF para a averiguação do caso.

Segundo sua assessoria, o ministro não concordou com a retirada do homem da aeronave, porém, foram as normas utilizadas pelo agente.

Ricardo Lewandowski é integrante da Segunda Turma da Corte e está, nesta terça-feira (04), julgando um pedido de habeas corpus feita pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao chegar à sessão da Corte, o ministro manteve o silêncio e não comentou o caso com ninguém.

Troca de palavras

Segundo informou o portal G1, ainda no aeroporto de Congonhas, o advogado teria dito para Lewandowski que o "Supremo é uma vergonha.

Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês".

O ministro teria retrucado e perguntado se Acioli queria ser preso. Em seguida, o magistrado pediu para uma funcionária chamar alguém da PF. O advogado rebateu dizendo que estava apenas se expressando. Lewandowski termina dizendo que ele deve falar com a PF.

Conforme as informações, os agentes da PF perguntaram se o advogado se acalmaria para prosseguir no voo.

Ele teria concordado. Chegando próximo de Brasília, ele teria chamado a atenção dos presentes e falado que o ministro tinha ameaçado ele de prisão apenas por se manifestar contrário à Corte.

Acioli disse que era um cidadão que se manifestava e não um presidiário que queria dar entrevista. "Eu amo o Brasil e não admito meu direito ser tolhido", disse.

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