O ciclo de 31 anos do jornalista Alexandre Garcia na Rede Globo chegou ao fim nesta sexta-feira (28). O comunicado de que o veterano não continuará na emissora foi divulgado em comunicado assinado pelo diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel.

No texto em que fala sobre a saída de Alexandre Garcia, Kamel elogia o jornalista e o agradece por todo o serviço prestado à emissora desde 1987, quando foi contratado para integrar a equipe de jornalismo da maior emissora do Brasil.

Boatos sobre a saída de Alexandre Garcia da Globo ganharam força no início deste mês de dezembro. O veterano ignorou normas editoriais da Globo, que proíbem seus jornalistas de emitirem opiniões políticas nas redes sociais.

Garcia passou por cima da norma e, no dia 30 de novembro, elogiou Bolsonaro pelo Twitter. Na ocasião, o comentarista político e, eventualmente, apresentador do Jornal Nacional, afirmou que a eleição de Bolsonaro representava uma "revolução de ideias".

Na mesma postagem, Garcia repudiou a "ameaça comunista" dos anos 1960, comparou com os dias atuais e declarou que as ideias vencedoras das últimas eleições já estão se impondo no Brasil. Bolsonaro agradeceu ao jornalista pelas palavras. O texto teria causado bastante polêmica nos corredores da Globo.

O manual Princípios Editoriais do Grupo Globo prevê que jornalistas não se manifestem nas redes sociais.

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O WhatsApp está incluso. Em abril, quando Lula foi preso, vazou um áudio do jornalista Chico Pinheiro lamentando a prisão de ex-presidente da República.

Alexandre Garcia no novo governo

Na Globo, Alexandre Garcia atuava como comentarista político no Bom Dia Brasil e também apresentava o Jornal Nacional durante alguns plantões.

No comunicado assinado por Ali Kamel, o chefe do jornalismo da Globo diz que Garcia continuará atuando como comentarista na rádio e jornais do grupo.

Havia uma especulação de que ele pudesse assumir um cargo na área de comunicação do governo Bolsonaro.

Alexandre Garcia foi porta-voz do governo durante o regime militar e era apontado como entusiasta do governo Fernando Collor –Roberto Marinho, dono da Globo, já falecido, também era.

No comunicado, Kamel garante que o desejo de sair partiu do próprio jornalista e foi respeitado pela Globo. O comunicado é repleto de elogios ao profissional.

O governo Bolsonaro começa oficialmente na próxima terça-feira (1). O presidente eleito venceu o petista Fernando Haddad com uma margem de 10 milhões de votos e tem causado expectativa em muitos brasileiros.

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