O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), usou sua conta do Twitter para rebater declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feitas por meio de carta à BBC. Segundo Bolsonaro: "só não concorri com Lula porque ele está preso, condenado por corrupção". A frase do presidente retruca uma frase dita por Lula: "Bolsonaro só venceu porque não concorreu contra mim".

A entrevista do ex-presidente foi a primeira após a sua prisão, no dia 7 de abril deste ano.

A emissora britânica divulgou alguns trechos da entrevista na quinta-feira (6). Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em sua entrevista, ele também criticou o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro. Lula afirmou que é inocente diante de todas as acusações e sua prisão foi movida por interesses políticos de Moro. Para o petista, se Moro fosse correto ao seguir as leis, teria o absolvido e, com isso, o ex-magistrado poderia não ter a chance de participar do governo de Bolsonaro.

Carta aos petistas

Lula também enviou uma carta aos militantes petistas. Ele reafirmou que é vítima de uma perseguição política, atacou Sergio Moro e orientou o PT a reconectar suas bases. Esse documento foi divulgado por dirigentes do PT no dia 30 de novembro.

Lula afirmou que é alvo de "farsa judicial". Para o líder do PT, Bolsonaro se utilizou de uma indústria de mentiras por meio das redes sociais para conseguir derrotar o candidato do PT, Fernando Haddad.

Lula declarou que Bolsonaro foi apoiado por banqueiros, pela imprensa e por membros do governo de Donald Trump.

Ironia

Bolsonaro ironizou as palavras de Lula e disse que a revolta do petista é em decorrência de que "acabaram as eleições e as visitas íntimas na prisão diminuíram".

Em sua carta, Lula desabafou e disse que foi alvo de "tramoias" para não conseguir participar das eleições. Ele citou que Moro saiu do armário onde escondia sua verdadeira natureza.

O petista ainda terá pela frente outras sentenças. Uma delas é a ação penal do sítio de Atibaia, onde o ex-presidente é acusado de receber propina por intermédio de uma reforma na propriedade. A juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, deu até o dia 7 de janeiro o prazo para que os réus envolvidos no processo fizessem as alegações finais.

O ex-presidente Lula já tentou por meio de diversos habeas corpus um pedido de liberdade provisória.

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