Jair Bolsonaro tem uma relação difícil com parte da imprensa e também há problemas com redes sociais, como o Facebook. Seguidores de Bolsonaro acusam a rede criada por Mark Zuckerberg de ser pró-esquerda e contrária às páginas de direita que atuam na rede social mais popular do mundo.

O presidente eleito Jair Bolsonaro usou sua conta oficial no Twitter, no último sábado (22), para criticar o que chamou de "rodada de exclusões de mais de 10 páginas de direita" feitas pelo Facebook.

Bolsonaro, eleito presidente do Brasil com 57 milhões de votos, não gostou de saber que as páginas de figuras conhecidas da direita brasileira, como Paulo Eduardo Martin, Eder Borges, e perfis corporativos, como da página República de Curitiba, teriam sido excluídos pelo Facebook.

O presidente eleito comentou em seu Twitter, principal canal utilizado por ele para se comunicar com seus eleitores, que a liberdade de expressão tem que ser respeitada.

"Inclusive quando você é atacado e legalmente responde", escreveu Bolsonaro.

A postagem teve bastante repercussão. Até o momento, são 40 mil likes, quase três mil comentários e 6,5 mil retuítes [quando outros internautas compartilham o que está escrito]. O Facebook não respondeu ainda o porquê das páginas terem sido excluídas.

Segundo informações, o perfil de Paulo Eduardo Martins foi excluída permanentemente.

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Jair Bolsonaro

Ele mantém uma página com o mesmo nome, que está no ar. Se ele, porém, não tiver outros administradores na página além dele mesmo, o acesso não será mais possível.

Comunicação de Bolsonaro é feita pelas redes sociais

Desde antes das eleições, a direita já acusava o Facebook de censurar algumas de suas páginas.

A principal delas, porém, não sofreu nenhuma censura. Trata-se da página de Jair Bolsonaro.

O presidente eleito tem mais de 8 milhões de curtidas em sua página e mais de 10 milhões de seguidores. Bolsonaro é, há algum tempo, o político brasileiro com o maior número de curtidas na rede social de Mark Zuckerberg.

O bom desempenho nas redes ajudou a alavancar a candidatura de Bolsonaro, que teve direito a apenas oito segundos no programa eleitoral gratuito durante o primeiro turno das eleições presidenciais.

Com pouco na TV, a campanha focou em ação nas redes sociais, onde o político tornou-se um dos maiores influenciadores brasileiros. Depois de eleito, Bolsonaro continua firme e forte nas redes sociais.

Foi pelas redes que ele anunciou cada um dos 22 ministros de seu governo. O presidente eleito também usa as redes sociais para desmentir algumas informações noticiadas pela imprensa.

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