Nesta terça-feira (18), o presidente eleito do país, Jair Messias Bolsonaro, manifestou-se a respeito do episódio envolvendo a transferência de imagens sacras que se encontram no Palácio do Alvorada.

Esse palácio presidencial deverá ser a residência oficial do futuro mandatário brasileiro e da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Entretanto, o presidente eleito se expressou em relação à suposta transferência das obras sacras no ano que vem. A provável transferência das obras sacras se deve ao fato de o presidente eleito ser católico e a futura primeira-dama ser evangélica. Jair Bolsonaro substitui o atual presidente da República, Michel Temer, em primeiro de janeiro de 2019.

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Narrativas para desgaste

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta terça, que a imprensa estaria criando narrativas a todo custo, com o propósito de tentar desgastá-lo juntamente a sua esposa, Michelle. Entretanto, a informação de que as obras sacras seriam transferidas do Palácio do Alvorada para o Palácio do Jaburu, foi repassada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Vale ressaltar que, atualmente, a residência oficial do presidente da República e família apresenta como símbolos católicos em parte de seu imobiliário cinco peças de origem sacra.

De acordo com relatos de funcionários do Palácio do Planalto, a transferência das obras e imagens sacras poderá ocorrer, após a futura primeira-dama ter demonstrado interesse de que essas obras fossem retiradas da residência oficial do presidente da República.

O presidente eleito Jair Bolsonaro se manifestou em suas redes sociais, em relação à suposta transferência das obras sacras. Bolsonaro escreveu que acabou sendo surpreendido que sua esposa retiraria imagens católicas da futura residência oficial, devido à sua religião, já que ela é evangélica e ele, católico.

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O presidente eleito concluiu, ao afirmar que ambos possuem objetos que a fé deles em casa e não por acaso, são criadas narrativas (por meio da imprensa), com o objetivo de os desgastar a todo custo, em alusão ao recente episódio das diferenças religiosas e de fé entrem ambos, presidente eleito e esposa.

Vale lembrar que uma das imagens trata-se de uma representação em madeira de Santa Bárbara, com referência ao século 18. O vice-presidente eleito, Antonio Hamilton Martins Mourão, confirmou o recebimento da imagem sacra e ressaltou que ela é a padroeira da artilharia.

A esposa de Jair Bolsonaro frequenta a igreja evangélica Batista Atitude, na cidade do Rio de Janeiro. A futura primeira-dama do país não quis comentar sobre a eventual transferência de imagens sacras católicas da residência oficial do presidente da República e família.

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