Nesta quarta-feira (5), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao ser questionado sobre o futuro da Funai, disse que o ex-juiz federal e futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, estaria sobrecarregado

Na manhã desta quarta, Moro [VIDEO] esteve em entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Com isso, o futuro ministro disse que a Funai poderia ficar subordinada ao Ministério da Justiça até que decisão concreta seja tomada sobre o destino do órgão.

Na montagem do Governo, estuda-se colocar a Funai em outra pasta.

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Ainda nesta semana, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo estava cogitando transferir a Funai para o Ministério da Agricultura. Entretanto, Bolsonaro disse hoje que não é provável que isso aconteça, excluindo a pasta deste órgão.

O presidente eleito, então, afirmou que uma possibilidade é a Funai ir para o Ministério da Cidadania.

Bolsonaro diz que foi injustiçado pela mídia

O presidente eleito disse que é vítima de uma "maldade" de jornalistas devido declaração realizada na semana passada envolvendo os índios. Bolsonaro disse que pessoas apontaram que sua frase significaria que os índios deveriam permanecer em reservas como se fossem animais em zoológicos.

Entretanto, o capitão reformado esclareceu que seu objetivo é tratar o índio como um ser humano. "Eu quero que o índio explore a sua propriedade, seu subsolo, ganhe royalties sobre isso, plante", avaliou.

Bolsonaro citou a disputa de território em Roraima, entre índios e agricultores, que acabou indo para análise dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente eleito enfatizou que, agora, Roraima exporta arroz e os índios foram então construir favela em Boa Vista.

O Supremo estabeleceu, em 2008, que os índios fossem retirados do território de 1.747.464 hectares. Sobre a demarcação de terras, Bolsonaro mostrou-se grande crítico e já enfatizou que acabaria com isso durante seu governo [VIDEO].

Em desabafo, declarou: "o homem do campo não pode acordar e ler nos jornais que a sua terra, a partir de hoje, por uma portaria do Ministério da Justiça, iniciou-se para ser demarcada como terra indígena. Isso não podemos suportar mais".

Bolsonaro falou após receber a Medalha do Pacificador com Palma, sendo então considerado por um ato de bravura que realizou em 1979. Na época, o presidente eleito era um dos integrantes das Forças Armadas.