Jair Bolsonaro, presidente eleito no Brasil para os próximos quatro anos, teve participação aclamada entre os palmeirenses durante a festa do título correspondente ao decacampeonato brasileiro. O alviverde terminou o campeonato muito à frente dos rivais, o que garantiu a possibilidade de uma comemoração caseira, com a presença de seu torcedor.

Entre eles, inclusive, o presidente eleito do país, Jair Bolsonaro. Exaltado por muito dos jogadores do grupo palmeirense, como Felipe Melo, que abriu voto no capitão reformado do exército, mas também desafeto de outros, como foi o caso de Fernando Prass, que teceu críticas à presença do presidente na festa do título do Palmeiras.

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Em entrevista concedida ao jornal Agora São Paulo, o goleiro alviverde comentou o episódio, e lamentou a presença do político na festa dos jogadores. "Ali é um momento dos jogadores", justifica Prass. "Quando o pessoal saiu para dar a volta olímpica, eu mesmo não consegui pegar a taça em momento nenhum, pois era tanta gente em volta querendo pegar", lamenta o goleiro.

Cumprimento discreto ao presidente eleito e críticas à presença de Bolsonaro na festa

Jair Bolsonaro não só entregou medalhas e cumprimentou jogadores (no caso de Prass, apenas de forma discreta), como também participou ativamente da festa, inclusive levantando a taça em meio aos atletas.

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A situação, no entanto, foi reprovada por Fernando Prass.

Segundo o goleiro, futebol, política e religião são temas demasiadamente complicados de se discutis, sobretudo quando se mistura os três - ou dois deles, como no caso do episódio ocorrido. Para o atleta, o assunto pode dar "pano para manga", como ele mesmo definiu, podendo acarretar em brigas familiares, discussões entre amigos e problemas nas demais esferas sociais. Prass, assim, ressalta que são assuntos muito delicados.

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Jair Bolsonaro Palmeiras

Convite do Palmeiras, organização da CBF

Fernando Prass, no entanto, ao longo da entrevista, destacou ter respeito, tanto pelo Palmeiras, que fez o convite para que Bolsonaro pudesse assistir ao jogo, bem como à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e também ao próprio presidente eleito. O jogador, entretanto, não poupou críticas, e ainda ressaltou que festa é um evento pertencente à Confederação, que apenas ocorre no estádio do Palmeiras.

Em comparação, Prass disse que o fato de Bolsonaro ser o presidente eleito, e declarado torcedor do Palmeiras, facilitou a presença, mas ressalta discordar da posição, afirmando ser contra a mistura da política com o futebol, principalmente naquele momento específico de festa entre torcedores e jogadores.

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