O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse na última terça-feira (4) que planeja enfrentar a questão do sistema de pensões do Brasil com reformas graduais que podem passar pelo Congresso, começando com o aumento da idade mínima de aposentadoria. Ele disse que as reformas devem começar com o sistema público de seguridade social e avançar gradualmente para garantir que eles passem pelo Congresso.

A estratégia de reforma e a preocupação de Bolsonaro com o atual sistema previdenciário

"A ideia é começar com a idade (mínima), atacar os privilégios e levá-lo adiante", disse Bolsonaro, em uma entrevista coletiva, alertando que o problema com o custo do sistema previdenciário vem crescendo a cada ano.

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"Não podemos permitir que o Brasil alcance a situação em que a Grécia chegou para fazer algo a respeito", disse ele.

O próximo presidente do Brasil disse que planeja começar aumentando a idade mínima de aposentadoria para todos por dois anos, mas mantendo a diferença de idade entre os sexos, com base em uma proposta feita pelo atual presidente Michel Temer [VIDEO].

Ele deu poucos detalhes sobre a proposta.

Atualmente, os homens brasileiros podem se aposentar após 35 anos de contribuições, enquanto mulheres após 30 anos. Os homens também podem se aposentar aos 65 anos e as mulheres aos 60 anos, desde que tenham contribuído por pelo menos 15 anos.

Futuro governo Bolsonaro visa atacar fortemente as fontes de déficit do país

Pensões generosas são uma das principais causas do déficit orçamentário do Brasil e do crescente endividamento público, uma situação classificada como "insustentável" pelo presidente, que está se tornando mais aguda à medida que a população envelhece e mais pessoas se aposentam.

Investidores e agências de classificação de risco estão acompanhando de perto o compromisso de Bolsonaro com a reforma previdenciária [VIDEO], pois é fundamental para reduzir o déficit e restaurar a confiança na maior economia da América Latina, que se recupera lentamente de uma recessão de dois anos.

A busca por apoio político para as futuras reformas do novo governo

A proposta de reforma previdenciária do Governo cessante de Temer nunca ganhou força suficiente no Congresso.

Bolsonaro, que toma posse em 1º de janeiro [VIDEO], iniciou reuniões com partidos políticos na última terça-feira (4), para ver como ele pode conseguir apoio para sua agenda, que inclui a reforma tributária e a flexibilização da lei do desarmamento. Até a sua posse, o presidente eleito fará outras reuniões para tratar sobre o assunto.