O presidente eleito do país, Jair Messias Bolsonaro, se manifestou ao rebater insinuações em relação a um depósito realizado em conta corrente de sua esposa e futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Recentemente, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) trouxe à tona uma suposta movimentação considerada "atípica", em se tratando de um depósito no valor de R$ 24 mil destinado à esposa do futuro mandatário brasileiro.

O depósito relacionado à quantia supracitada, que obteve por meio do Coaf a classificação de ter sido apontado como "transações atípicas" foi anexado juntamente ao Ministério Público Federal, no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Presidente eleito rebate acusações e se refere à dívida pessoal

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, justificou a existência do depósito financeiro na conta de Michelle, ao afirmar que se tratava de uma dívida pessoal do ex-assessor Fabrício José de Queiroz, que havia sido pago à futura primeira-dama do país.

De acordo com a manifestação do presidente eleito em entrevista coletiva à imprensa, "ele (Bolsonaro) emprestou o dinheiro para o ex-assessor em outras oportunidades e nessa última, Fabrício se encontrava com um problema de caráter financeiro e uma dívida com o presidente que havia se acumulado".

Jair Bolsonaro concluiu, ao afirmar que a quantia exata não seria R$ 24 mil, mas sim R$ 40 mil, e argumentou que se o Coaf quiser retroagir um pouco mais irá achar os R$ 40 mil.

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Lava Jato Jair Bolsonaro

A notícia que acabou ocasionando polêmica veio à tona, a partir de publicação em primeira mão, na última quinta-feira (06), pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda de acordo com o presidente eleito, os pagamentos teriam sido realizados por meio de dez cheques de R$ 4 mil. Jair Bolsonaro afirmou também, que "poderia ter botado em sua conta, mas foi para a conta de sua esposa, já que o mesmo não teria tempo para sair e que não teria nada a esconder e que não seria sua intenção".

Entretanto, o futuro mandatário brasileiro foi taxativo, ao afirmar que teria cortado o contato com o amigo, até que o mesmo se explique ao Ministério Público Federal. A relação de amizade entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro e o ex-assessor Fabrício Queiroz, que também é policial militar da reserva, se iniciou em meados de 1984, na Brigada Paraquedista do Exército brasileiro. Porém, mais tarde, o ex-assessor deixou a instituição das Forças Armadas e entrou para a Polícia Militar.

Ainda segundo o relatório apresentado pelo Coaf, o ex-assessor Queiroz teria movimentado a quantia equivalente a R$ 1,2 milhão, entre os meses de janeiro de 2016 e 2017 e já teria trabalhado com o filho mais velho do presidente eleito, Flávio Bolsonaro.

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