Foi preso na manhã desta terça-feira (18) em Guapimirim, na Baixada Fluminense, durante uma operação dos agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o ex-policial militar Renato Nascimento Santos, conhecido como Renatinho Problema, suspeito de participação na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Segundo a 82ª DP (Maricá), Renatinho é apontando como um dos integrantes da milícia de Orlando de Oliveira (Orlando Curicica), citado como mandante da morta da parlamentar Marielle, em depoimento de testemunhas.

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A Delegacia de Homicídios abriu investigação para saber se Renatinho estava em um dos veículos do assassino, usado na emboscada, junto com outros quatro indivíduos.

O ex-policial militar, colega de Renatinho, Bruno Nascimento de Oliveira, conhecido como Monstro, também foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a Polícia Militar, Bruno estava acompanhando Renato no momento da prisão. A operação que resultou na prisão dos ex-policiais, faz parte de uma série de novos desdobramentos da investigação sobre o caso Marielle e Anderson que completou nove meses na sexta-feira (14).

Renatinho não foi preso pelo caso da parlamentar, segundo a PM, ele tem ligação com Curicica e as investigações pela possível ligação ao caso Marielle estão sendo apuradas.

Sobre o crime

A parlamentar Marielle Franco, 38 anos, nascida no Complexo da Maré, e o motorista dela Anderson Pedro Gomes, 39 anos, foram executados a tiros no dia 14 de março de 2018, na rua dos Inválidos, na Lapa, Rio de Janeiro, por volta das 21h30.

A vereadora participou de um evento chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas".

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Estavam no veículo de Marielle Franco, Anderson Gomes e mais uma passageira, que foi atingida por estilhaços e socorrida para o Hospital Souza Aguiar e liberada após curativos.

Bandidos em um veículo encostaram ao lado do carro onde estava a vereadora e dispararam. Segundo a perícia, pelo menos 9 cápsulas de tiros foram encontradas no local do crime. A vereadora Marielle Franco, atuava na defesa dos direitos humanos, denúncias de crimes e abusos cometidos por agentes policiais e estava em seu primeiro mandato.

Segundo a PM, a motivação do crime, pode ter sido a disputa fundiária e política no Rio de Janeiro, em especial na zona oeste, Rio das Pedras, Vargem Grande, Vargem Pequena e Pedra Guaratiba.

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