A deputada federal eleita pelo PSL Joice Hasselmann é uma das principais aliadas do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Ela pretende, inclusive, ser líder do Governo na câmara. Ela divulgou um vídeo nas redes sociais desafiando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a mandar prendê-la, conforme ele fez com um advogado num voo de São Paulo a Brasília. O advogado criticou os ministros e disse que o STF era uma vergonha. Joice disse que o ministro se comportou como um "ditadorzinho" ao chamar agentes da PF.

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Segundo as imagens gravadas, Joice Hasselmann reafirma o que o advogado falou e diz que o STF é sim uma vergonha. "Vai me mandar prender também Lewandowski? Tô pagando pra ver", declarou irritada.

De acordo com a deputada eleita, o Supremo tem agido de uma forma vergonhosa com suas decisões. Ela disse que os ministros cospem no rosto dos cidadãos. Embora, haja exceções, ela afirma que Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, com certeza, estão fora dessas exceções.

Além de Joice, o deputado eleito Alexandre Frota também criticou o Supremo e desafiou para que eles o mandassem prender também. Segundo Frota, os ministros da Corte só agem em prol dos corruptos e o Brasil não aguenta mais isso.

Confusões no voo

Todas essas críticas surgiram após uma confusão num voo em que estava o ministro Lewandowski.

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O advogado Cristiano Caiado de Acioli se manifestou contra o STF dizendo que a Corte era uma vergonha. O magistrado do Supremo então perguntou se o advogado queria ser preso e chamou um agente da PF.

O advogado ficou revoltado com tudo isso e disse que apenas exerceu o seu direito de se manifestar. O fato repercutiu pela internet.

Apuração do caso

O presidente do Supremo, Dias Toffoli, pediu para a PF e a Procuradoria-Geral da República apurarem o caso do advogado que abordou Lewandowski.

Para Toffoli, o seu companheiro de tribunal foi ofendido e medidas devem ser tomadas contra isso. Ele enviou um ofício para Raquel Dodge e para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Em nota, o gabinete do presidente da Corte afirmou que Lewandowski se sentiu no dever de proteger a instituição a que pertence, acionando a PF para evitar atos ilícitos.

Acioli foi levado para a Superintendência Federal de Brasília para prestar esclarecimentos.

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Segundo o advogado, ele tratou o ministro com o pronome adequado e não faltou com respeito. "Fiz uma manifestação, é uma essência da Constituição".

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