Aproximadamente duas semanas antes do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder uma liminar para soltar presos condenados em segunda instância, representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) estiveram em uma reunião com dois generais. Os membros do partido quiseram saber qual seria a reação dos quartéis caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse solto. Participaram desse encontro o atual comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen.

De acordo com as informações, os generais teriam dito que essa é uma questão da Justiça e não tem relação com as Forças Armadas. Entretanto, eles teriam dito que se Lula fosse solto agora, poderia causar instabilidade no país, próximo da entrada do novo presidente Jair Bolsonaro.

Vale ressaltar que, na época, não havia a cogitação do ministro de conceder essa liminar bem nas vésperas do recesso do Judiciário. O presidente do STF, Dias Toffoli, acabou derrubando essa decisão de Mello e impossibilitou que o ex-presidente Lula fosse solto juntamente com muitos outros presos, que poderiam ser beneficiados.

Alguns deputados petistas que estiveram nessa reunião com Villas Bôas e Sérgio Etchegoyen, como por exemplo, Jorge Viana, levaram aos generais a preocupação com a saúde de Lula.

Esta não foi a primeira vez que o PT procurou os militares para falar sobre o líder petista. Em 27 de abril, o ex-ministro da gestão do PT Celso Amorim já tentou um contato com os militares pata tentar transferir o ex-presidente Lula da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para um quartel do Exército. Na época, ele ouviu uma negativa dos oficiais, que falaram que isso não tem amparo legal. Além disso, os militares não aceitariam a presença de Lula em uma unidade militar.

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Lula PT

Revolta de Gleisi Hoffmann

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, criticou os envolvidos em evitar que Lula fosse solto. Na concepção da senadora, a Rede Globo é culpada disso, já que teria ficado o tempo todo, segundo ela, convocando Toffoli e Raquel Doge, procuradora-geral da República, para que se manifestassem e evitassem o cumprimento da liminar de Mello.

Críticas a Bolsonaro

Gleisi Hoffmann também criticou Bolsonaro dizendo que ele vai governar para os patrões, e que Lula nas ruas seria uma afronta contra o capitão do Exército.

Ela disse que quem vai sofrer é o povão.

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