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O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, cedeu entrevista para o SBT nesta quarta-feira (26), em que tentou explicar as movimentações atípicas de dinheiro em ligação à família Bolsonaro.

O estado de saúde do ex-assessor

Durante a conversa com a jornalista Débora Bergamasco, Queiroz abordou primeiro seu problema de saúde, dando alguns detalhes do porquê esteve ausente nas audiências do Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo o ex-assessor, além de ter tido dificuldades para receber a intimação, ele ainda alegou que seu estado de saúde o impediu de estar presente nos dias da audiência.

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Queiroz estaria sofrendo por conta de uma bursite e diz que vai precisar inclusive entrar em operação em breve. O ex-assessor disse ter adiado a operação para depois das eleições. O PM ainda reforçou que sempre teve uma reputação intocada antes das acusações. Apesar das alegações sobre seu estado de saúde, Queiroz não soube dizer o nome do hospital em que estava internado.

As movimentações atípicas

Mesmo após a entrevista diversos pontos sobre o caso das movimentações atípicas não foram esclarecidos.

Há 21 dias, o nome de Queiroz surgiu nos relatórios da Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em que constam R$ 1,2 milhões movimentados durante um ano nas contas do ex-assessor.

A expectativa era que Queiroz traria esclarecimentos sobre essas acusações em sua entrevista ao SBT, mas o ex-assessor se limitou a dizer que é um "cara de negócios" e que o dinheiro era fruto da venda de carros usados e disse que daria mais explicações quando fosse prestar depoimento ao Ministério Público. Ele ainda enfatizou que não é um "Laranja" e que a venda dos carros explica as movimentações em sua conta.

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A participação da família Bolsonaro

O episódio preocupa a equipe de Bolsonaro e eles especulam que o caso fará mal à imagem do presidente eleito. Queiroz já faltou a duas audiências com o Ministério Público, ambas as ausências justificadas pelo seu estado de saúde. A esperança da família Bolsonaro é de que a entrevista de Queiroz ao SBT desvie um pouco o foco da imprensa já que Flávio Bolsonaro, ex-contratante de Queiroz, reforça que quem deve explicações é o ex-assessor e não ele.

Entre as movimentações atípicas citadas no caso está um cheque no valor de R$ 24 mil depositado na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Jair Messias Bolsonaro, o presidente eleito, explicou que o dinheiro depositado seria parte de uma dívida do motorista que seria de R$ 40 mil no total.