O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta terça-feira (4) que todas as investigações e processos que ele conduziu relativos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem parte do passado.

Moro falou sobre isso após questionamentos de jornalistas sobre o que ele achava do pedido da defesa de Lula para conceder o habeas corpus ao ex-presidente através do Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a decisão dos ministros de realizar o julgamento.

Para Moro, essa questão já não interessa mais a ele, principalmente agora que não é mais responsável pela Operação Lava Jato. Segundo o futuro ministro, isso pertence apenas à Justiça e não tem nada a ver com o seu ministério. "Isso faz parte do meu passado", disse. O ex-juiz afirmou que não tem nenhum comentário sobre este assunto.

Nesta terça-feira (04), a defesa do ex-presidente teve o seu pedido julgado pela Segunda Turma da Corte, entretanto, um pedido de vista feito pelo ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento.

A defesa de Lula quer que o tribunal confirme que Moro foi parcial em suas decisões contra Lula, já que ele aceitou o convite de Jair Bolsonaro para participar do governo. Para os advogados, o grande responsável em impedir que Lula fosse candidato em 2018 foi o ex-magistrado da Lava Jato.

Condenação

Lula está preso na Superintendência da Policia Federal em Curitiba, após se condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na segunda instância.

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Sergio Moro Lula

No ano que vem, o petista será alvo de outras sentenças. Uma delas está nas mãos da juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro nos processos da operação. Ela concedeu até o dia 7 de janeiro para que a defesa do líder do PT e de outros réus façam as alegações finais. A ação penal é sobre o sítio de Atibaia, onde, segundo os procuradores, Lula teria sido beneficiado com propina por meio de reformas na propriedade. A defesa dele nega o fato e diz que o seu cliente não é dono do sítio.

Questionado sobre Onix

Sergio Moro também foi questionado sobre a decisão do ministro Edson Fachin que determinou a abertura de inquérito para apurar se houve pagamento de caixa 2 ao deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O futuro ministro disse que essas indagações devem ser feitas diretamente a Onyx.

De acordo com o ex-juiz, ele viu de perto o esforço do deputado para aprovar o projeto das 10 medidas contra a corrupção. Moro lembrou que o deputado foi abandonado pela grande maioria. Por essa razão, vê em Onyx confiança em relação ao seu trabalho.

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