O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se utilizou das redes sociais para demonstrar o seu apreço pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma mensagem enigmática, ele pede que Lula seja libertado mesmo que aos pouquinhos. Primeiro "liberando a perna, depois um braço, noutro dia o joelho". Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na ação penal do triplex de Guarujá.

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Na mensagem do senador, ele fala que Lula pode ser "esquartejado, trucidado", e com vários de seus pedaços expostos em praça pública. De acordo com Calheiros, é melhor Lula ser solto assim do que ser vítima de uma injustiça que estão fazendo contra ele. "Libertem o Lula. Mas libertem o Lula inteiro", ressaltou.

O parlamentar é um dos defensores do petista e usou o seu nome para poder fazer campanha nesta eleição de 2018. Calheiros já criticou por diversas vezes a força-tarefa da Lava Jato e chegou a ser cogitado como uma possível testemunha do líder do PT nos processos em que ele está envolvido.

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Lava Jato Lula

O senador disse que as suas críticas não são em relação a possíveis problemas nas acomodações da carceragem da Polícia Federal, que segundo ele, são razoáveis, o que Calheiros não concorda é com a prisão de um ex-presidente que não tem seus crimes provados pela Justiça. Ele classificou a prisão de Lula como "medieval".

Investigações contra Renan Calheiros

A força-tarefa da Lava Jato investiga um esquema corrupto identificado através de uma perícia realizada nos sistemas de contabilidade da construtora Odebrecht.

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Foram pagos pela empresa cerca de R$ 8,5 milhões, em 2012, a cinco políticos. São investigados nesses crimes os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e os ex-senadores Delcídio do Amaral e Gim Argello. Existe um quinto nome que por enquanto ainda não foi identificado.

Conforme a denúncia, os parlamentares teriam recebido propina para aprovarem uma resolução do Senado que acabou limitando a concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados.

As investigações estão em andamento e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, concedeu mais um tempo para que o caso chegue a uma conclusão. O presidente Michel Temer também pode estar envolvido nesse esquema ilícito.

Delações

Os inquéritos só puderam ser abertos mediante as delações de ex-executivos da Odebrecht. Renan pode ter recebido R$ 1 milhão já que o codinome de Justiça da planinha da Odebrecht é relacionado a ele.

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