O futuro chanceler do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, fez uma publicação na internet neste último domingo, 2 de dezembro. Na opinião do futuro ministro das Relações Exteriores, o Brasil está entrando em um mundo mais perigoso. Entretanto, Ernesto atribui isso como algo positivo para a nação brasileira.

Ele analisou, em artigo publicado no seu blog, que o Brasil deve ser uma nação ocidental também "no terreno cultural-simbólico", dessa forma, defendeu o nacionalismo.

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O futuro ministro explicou que o país deverá seguir uma linha, ao invés de tentar "fazer parte de tudo", ou seja, se encaixar no ocidente e no oriente ao mesmo tempo.

Em tom de crítica, o futuro chanceler disse que hoje o nacionalismo é visto como algo perigoso e, por conta disso, se afastam. Porém, Ernesto Araújo confirmou: "Estamos entrando em um mundo mais perigoso? Sim, felizmente. No Brasil, como em todo o Ocidente, nossas raízes demandam essa aventura".

O escolhido ao Governo Bolsonaro disse que a zona de conforto será abandonada. Além do mais, citou um personagem da mitologia grega chamado Ulisses. Então, enfatizou que se o Brasil se desprender do ocidente se tornará um país "artificial", "superficial" e de "plástico".

Veja a seguir o tuíte do futuro ministro que leva até o texto publicado em seu blog:

Discursos alinhados com os Estados Unidos

O Brasil vive momentos de grande conversa com os Estados Unidos.

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Recentemente, o presidente eleito Jair Bolsonaro recebeu o assessor americano John Bolton. Além do mais, o presidente Donald Trump foi um dos primeiros líderes a parabenizar a vitória de Bolsonaro, logo após divulgação do resultado das urnas eletrônicas.

Com discursos alinhados para os EUA, por outro lado não há tamanha concordância com a China, comandada por Xi Jinping. Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, beneficiário na compra de commodities.

Em seu artigo, o futuro chanceler acredita que Trump tem um sentimento voltado para o ocidental. O texto também enfatiza a comparação com o barco de Ulisses abandonado na praia. Em metáfora, o futuro ministro cita que ainda é possível empurrar o barco de volta ao divino mar salgado.

Além de Ernesto Araújo, o governo de Bolsonaro também já confirmou os nomes de Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni, general Augusto Heleno, tenente-coronel Marcos Pontes, Sergio Moro, Tereza Cristina, general Fernando Azevedo Silva para assumir ministérios no governo.

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