Guilherme Theophilo, futuro secretário de Segurança Pública escolhido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, concedeu entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, e disse que uma das suas prioridades na gestão é identificar "gente do colarinho branco", "os grandes barões do tráfico", que estejam envolvidos com atos ilícitos.

O futuro secretário declarou que, atualmente, o mercado de entorpecentes conta com a participação de pessoas inteligentes, como políticos, juízes e militares.

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Com isso, enfatizou que o objetivo é pegar quem quer que esteja envolvido com tráfico. Guilherme Theophilo é contrário, por exemplo, à intervenção militar que ocorre no Rio de Janeiro. O futuro secretário sinalizou que se reunirá com o general Braga Netto para discutir a desmobilização do efetivo militar.

Em entrevista, o general da reserva enfatizou que a prioridade da segurança pública será formada por um tripé com a inteligência de países vizinhos, a fiscalização de aeroportos, fronteiras e portos e uso da tecnologia.

Sobre o Rio de Janeiro, o general defende que a tecnologia e o treinamento de forças policiais podem muito bem dominar a situação, sem a necessidade da intervenção federal.

Com isso, avaliou que tem que matar as facções criminosas através da retirada do principal objeto, que são as drogas. Desta forma, as facções perderão a força. Além do mais, deixou claro que pessoas do "colarinho branco" também estão envolvidas, e providências sobre isso devem ser tomadas.

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Guilherme Theophilo ainda citou o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, e evidenciou que, juntos, pegarão o alto escalão, o qual definiu como "os grandes barões da droga".

Drogas e políticos

A Folha questionou se políticos estão envolvidos com tráfico de drogas. O general disse que toda a sociedade está contaminada. Então, enfatizou que devem acabar com o traficante comandado de dentro do presídio.

O jornal perguntou se o general é favorável com a monitoração de conversas de presos, inclusive com os advogados. O general disse que sim e que isso seria algo básico de fazer para melhorar a segurança.

Criminosos com armas pesadas

A Folha lembrou que o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, defende o abate de indivíduos que estejam portando arma pesada. O futuro secretário de Segurança Pública disse que, conforme a situação, pode compactuar com o posicionamento de Witzel, ainda mais quando esteja comprovado que o indivíduo seja um criminoso considerado perigoso.

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