O orçamento do Governo Federal para o ano de 2019 já está definido. Votação realizada na Câmara dos Deputados, na semana passada, definiu quanto será usado por cada área governamental.

A área de publicidade, responsável por anúncios do que o governo está fazendo em veículos de imprensa, terá direito a R$ 150 milhões. Parece muito, mas é bem inferior ao que vem sendo gasto nos últimos anos.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, este valor representa apenas 16% do que a ex-presidente Dilma Roussef (PT) teve direito no seu primeiro ano de governo, em 2011, considerando a correção da inflação.

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O valor de R$ 150 milhões será utilizado para veiculação de propaganda em rádio, TV, internet e outros meios e isso deve causar preocupação na grande mídia, que perderá boa parcela de seus ganhos.

A Globo é uma das que mais vai perder com o corte de gastos da publicidade. Em sabatina no Jornal Nacional, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que a Globo recebia bilhões do Governo Federal.

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Essa informação foi rebatida pela emissora. O então candidato à Presidência da República não especificou qual o período dos bilhões citados por ele, mas reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, mostrou que a Globo faturou R$ 6,2 bilhões em publicidade nos anos do governo do PT.

Entre 2000 e 2014, segundo o Terra, a Globo recebeu R$ 7,4 bilhões do Governo Federal. Dividindo o montante alcançado pelos anos, a emissora da família Marinho recebeu, em média, R$ 493 milhões anuais.

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Jair Bolsonaro Governo

Só este valor é três vezes maior do que o que o governo Bolsonaro poderá usar a partir do ano que vem.

No mesmo período de 15 anos, ainda segundo o Terra, a Record TV recebeu R$ 144 milhões. Apoiadores de Bolsonaro, a emissora de Edir Macedo também embolsará um valor substancialmente menor.

O SBT recebeu no período R$ 136 milhões. O dono da emissora, Silvio Santos, se aproximou de Bolsonaro. O presidente eleito participou do Teleton, em novembro, e foi almoçar na casa do empresário, em dezembro.

A Band recebeu R$ 89 milhões e a Rede TV, R$ 32 milhões. Marcelo de Carvalho, um dos proprietários da emissora, rasgou elogios a Bolsonaro recentemente durante o Programa Raul Gil e em conversa com Luciano Hang, dono da Havan.

Divisão dos valores

A Secretaria de Comunicação (Secom) é quem vai definir como o montante de publicidade será usado no ano que vem. Jair Bolsonaro, obviamente, como presidente eleito terá papel fundamental na destinação da verba pública para as empresas de comunicação.

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De qualquer forma, os números mostram que todas elas receberão menos do que vêm recebendo.

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