A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, é a responsável em responder por todas as ações que envolvem a execução penal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Dessa vez, a juíza negou um pedido da comissão dos Direitos Humanos do Senado, que queria vistoriar mais uma vez as condições de prisão do ex-presidente.

Através de um despacho, ela justificou a razão por não aceitar essa nova visita da comissão.

De acordo com ela, o lugar já foi inspecionado por diversas comissões parlamentares e ressaltou que vários senadores que querem voltar lá, já foram há alguns meses analisar as condições do ex-presidente. No despacho, ela colocou o nome de vários parlamentares que já foram uma vez lá e querem retornar, como, por exemplo: Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PCdoB-SC), Paulo Rocha (PT-PA), Fátima Bezerra (PT-RN), Lindbergh Farias (PT-TJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, entre outros.

Os senadores pediram para que a visita fosse autorizada e realizada entre os dias 11 e 13 de dezembro.

Segundo as informações da juíza, desde que Lula foi preso, no último dia 7 de abril, por três vezes parlamentares já realizaram vistorias no local. Para ela, a insistência deles voltarem "causa estranheza". Para Carolina Lebbos, não existem mais motivos para se realizar visitas de vistorias nas dependências da carceragem da PF.

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Ela também reiterou que, de todas as visitas já feitas, nenhum dos parlamentares comunicou sobre algo que estaria em desacordo com a prisão do petista.

Outro ponto apontado pela juíza, é que Lula recebe muitas visitas de advogados e, se houvesse qualquer irregularidade, os próprios advogados entrariam com alguma ação contra as regras impostas.

Visitas

Para reforçar seu argumento, Carolina cita alguns privilégios de Lula com as visitas.

O petista tem atendimento médico a sua disposição, recebe visitas de amigos e familiares, recebe advogados a todo momento, além de visitas religiosas.

Carolina afirma que o pedido de acesso onde Lula está preso não é proporcional à regularidade do cumprimento da pena, já que é necessário remanejar agentes e reforçar a segurança.

Nota do PT

Em nota, o PT afirma que a negativa da juíza viola cláusula pétrea da separação de poderes, já que, segundo o partido, proíbe que o Poder Legislativo exerça um direito constitucional, que está pautado na origem da democracia.

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