O ex-prefeito de São Paulo e também candidato derrotado nas eleições presidenciais deste ano, Fernando Haddad, poderá perder a facilidade com a qual visita Lula na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O petista está preso desde o último dia 7 de abril devido à condenação nas investigações da Operação Lava Jato.

O procurador regional Januário Paludo, integrante da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) na Lava Jato, avaliou que Haddad deveria visitar Lula apenas como amigo do ex-presidente, não mais como seu advogado.

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Na época das eleições presidenciais, costumeiramente Haddad fazia visitas a Lula e também era apontado como um dos membros da defesa do petista. Com o posicionamento do procurador, Haddad e Lula só poderiam se encontrar às quintas-feiras.

O portal UOL disse que a assessoria de Haddad foi procurada para comentar o caso, porém resolveram não se manifestar.

No mês de julho, Haddad foi incluído na lista de advogados do petista. Haddad foi apontado como defensor de Lula com "plenos e gerais poderes".

O ex-presidente também via-se como um pré-candidato as eleições presidenciais. Entretanto, Haddad já era sinalizado como a alternativa de Lula caso a candidatura fosse barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), algo que ocorreu em agosto.

A juíza Caroline Lebbos recebeu manifestação da defesa de que Haddad deveria continuar como advogado de Lula mesmo após o término das eleições presidenciais. Entretanto, a Lava Jato tem outro posicionamento, e entende que Haddad não poderia visitar mais Lula. Quando era advogado do petista, as visitas não eram consideradas sociais. Então, a Lava Jato aponta que agora, as visitas devem ser sociais.

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Durante as eleições

No segundo turno presidencial, Haddad fez apenas uma visita. O objetivo era focar ao máximo no processo do segundo turno na corrida contra Jair Bolsonaro. Entretanto, após o resultado eleitoral, Haddad continua visitando Lula, mas com menor frequência. O ex-prefeito já chegou a dizer que Lula não estaria bem na prisão.

Entrevistas

A Lava Jato também se posicionou contra entrevistas de Lula, independente se fossem realizadas em áudio ou vídeo.

O ministro Luiz Fux, em setembro, evidenciou que, devido à condenação ele não poderia conceder entrevistas para a imprensa, caso contrário isso iria se tratar de crime de desobediência. O procurador Paludo acredita que caso ocorra entrevistas com Lula, isso iria tirar seus benefícios de dentro da prisão.

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