A posse de arma de fogo foi uma das bandeiras levantadas por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial. Neste sábado (29), a três dias da posse como presidente da República, Bolsonaro comentou sobre o assunto em sua conta oficial no Twitter e foi criticado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder de seu partido na Câmara dos Deputados.

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que pretende garantir a posse de arma de fogo para o cidadão que não tenha antecedentes criminais. O presidente eleito também tem como objetivo tornar o registro da arma definitivo.

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A postagem feita na manhã do sábado tem mais de 50 mil likes e cerca de 15 mil comentários.

Cerca de uma hora depois do primeiro comentário, Bolsonaro fez outra postagem. Nesse segundo comentário, ele falou que as formas de aperfeiçoamento dependem do Congresso Nacional. O decreto, informado por Bolsonaro, flexibilizaria a posse de armas sem que o tema fosse debatido no Congresso.

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, o futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, trata a ação de liberação da posse de arma como medida prioritária da pasta nos primeiros 100 dias do governo que começa oficialmente na próxima terça-feira (1).

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, comentou o anúncio feito pelo pai. Eduardo disse que foi eleito um presidente que vai ouvir o clamor do povo e citou os números de 50 mil a 60 mil mortes de sangue inocente.

Críticas do líder do PT na Câmara

O deputado federal Paulo Pimenta criticou a decisão de Bolsonaro. Segundo o petista, as mortes de inocentes pelas mãos de pessoas armadas devem ser colocadas na conta de Sergio Moro e Jair Bolsonaro. O deputado citou ainda o fato de pessoas sem avaliação psicológica e sem qualquer treinamento andarem armadas.

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O petista afirmou ainda que mais armas na sociedade estimulam a violência e não resolvem o problema da segurança pública. Segundo ele, qualquer pessoa minimamente informada ou gestor sabe disso. Pimenta fez ainda acusações a Bolsonaro e a Moro.

Segundo o deputado, a decisão dos dois é um meio de pagamento pelo lobby da indústria de armas em três países: Brasil, Estados Unidos e Israel. Ele afirmou que empresas de armas dos Estados Unidos e Israel terão um ótimo mercado para explorar.

O Estatuto do Desarmamento estabelece regras para que o cidadão compre uma arma de fogo.

É necessário não ter antecedentes criminais, assim como quer Bolsonaro, é preciso provar estar apto mentalmente, ser maior de 25 anos e ter capacidade técnica para manusear uma arma.