Nesta quinta-feira (20), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez uma advertência dirigida ao novo Governo brasileiro, principalmente ao presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, e ao vice-presidente eleito, general Antonio Hamilton Martins Mourão. O presidente venezuelano afirmou que, em seu país, não permitirá que ocorra uma mudança da esquerda para a direita, em alusão ao que se passou no Brasil com a eleição de Bolsonaro para a Presidência da República.

Vale lembrar que o país vizinho enfrenta, há vários anos, uma grave crise econômica e política, em que milhares de venezuelanos cruzam diariamente as fronteiras de países como Brasil e Colômbia, em busca de melhores condições de vida.

Desafio ao vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão

Após ter se dirigido ao vice-presidente eleito do Brasil, general Mourão, chamando-o de "louco", o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi taxativo ao afirmar que "a Venezuela não seria o Brasil e que lá não iria ter um Bolsonaro".

O ditador concluiu que em seu país será "o povo e o chavismo por muito tempo" e que "Bolsonaro aqui não teremos nunca, nós construímos a força popular".

As declarações do presidente venezuelano foram dadas durante um ato realizado pelo partido do governo PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela). Maduro se expressou ainda em relação a um suposto "complô" que teria partido do governo dos Estados Unidos da América, com o intuito, segundo ele, de derrubá-lo do comando do país vizinho.

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Jair Bolsonaro Governo

Ainda de acordo com o presidente da Venezuela, a ação teria o apoio de outros países, como Brasil e Colômbia.

O venezuelano criticou abertamente o vice eleito do Brasil, general Mourão, ao considerá-lo um "louco da cabeça". As críticas do presidente do país vizinho se referem às afirmações de Mourão de que o governo da Venezuela estaria chegando ao seu final e que havia se manifestado por eleições "normais" na Venezuela.

Maduro afirmou em um recado direto à Mourão: "aqui lhe espero, com milhões de homens e mulheres e com a Força Armada (...). Aqui lhe espero, Mourão, venha pessoalmente".

Vale ressaltar que no próximo dia 10 de janeiro, o presidente venezuelano inicia um novo mandato presidencial à frente da Venezuela, que deverá durar seis anos, após ter sido reeleito através de uma votação boicotada pela oposição de seu país e que fora denunciada como ilegítima, por vários países, como Estados Unidos, União Europeia e também por nações que fazem parte da América Latina.

Maduro chegou a denunciar, na última semana, que haveria um complô para assassiná-lo, composto por Estados Unidos, Brasil e Colômbia.

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