O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, revelou nesta segunda-feira (03), em Madri, a razão pela qual trocou o Judiciário pelo Legislativo. Segundo seus dizeres, Moro afirmou que "estava cansado de tomar bola nas costas". A expressão utilizada pelo ex-magistrado é uma forma de explicar que os trabalhos de juízes e procuradores alcançam até determinado ponto, depois, é preciso de algo a mais contra os crimes de corrupção. No evento, Moro também defendeu Bolsonaro, dizendo que o presidente não é autoritário e tem um grande compromisso pela democracia.

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O peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Nobel da Literatura, foi quem presidiu a cerimônia.

Moro disse que, como gostamos de futebol, temos no país uma expressão que significa que alguém não aguenta mais levar bola nas costas. Foi a forma utilizada pelo ex-juiz para explicar que sobre a importância de se ir além dos trabalhos do Judiciário.

Tudo poderia se perder se não houvesse reformas maiores, que, como juiz, ele jamais poderia realizar, declarou o futuro ministro de Bolsonaro.

Acusações

O ex-magistrado também falou sobre acusações que teria recebido sobre supostas parcialidade dele em casos julgados. Segundo ele, é normal que a maioria dos esquemas fraudulentos tenham caído sobre o Governo que estava em exercício na época. A razão disso é porque eles tinham o poder nas mãos e os escândalos acabaram aparecendo mais.

Moro também afirmou que não tem nada a ver a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a aceitação do convite de Bolsonaro para ele ser ministro da Justiça. Segundo ele, uma coisa é diferente da outra.

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Defendendo Bolsonaro

Vargas também lembrou que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, é visto por muitos como fascista e apresentado pela imprensa europeia como um líder de extrema direita, inimigo das questões democráticas e liberais.

Sergio Moro aproveitou esse momento e defendeu o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o futuro ministro, ele não vê no novo presidente traço de autoritarismo, já que afirmou o seu compromisso com a democracia e com o Estado de Direito.

De acordo com Moro, o principal adversário de Bolsonaro, o candidato do PT Fernando Haddad, tinha sim propostas de controle social da empresa e do Judiciário.

Para finalizar, o futuro ministro disse que o governo Bolsonaro terá rigor pleno não contra a democracia e, sim, contra a corrupção, o crime organizado e violento.

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