O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, concedeu uma entrevista ao jornalista José Luiz Datena, nesta quinta-feira (13), e afirmou que lamenta muito ter sido o responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, afirmou que, mesmo Lula fazendo coisas boas em sua gestão, também agiu errado por diversas vezes.

De acordo com Moro, não existe prazer em um juiz proferir uma sentença de condenação para um réu, contudo, isso faz parte do trabalho de um magistrado.

Moro havia condenado Lula a nove anos e seis meses de prisão. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) aumentou a pena do petista para 12 anos e 1 mês de regime fechado. No momento, Lula cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro na ação penal do triplex em Guarujá.

O futuro ministro de Bolsonaro afirmou que, em todas as suas decisões da Operação Lava Jato, atuou de forma impessoal nos julgamentos.

Ele criticou a estratégia dos advogados de Lula que acabaram criando a denúncia de que o ex-presidente foi vítima de perseguição política. Segundo Moro, não foi só o PT que esteve envolvido nos escândalos, mas também outros partidos tiverem agentes políticos envolvidos nas investigações, como: PP, PMDB e PTB.

Moro citou Eduardo Cunha como um exemplo de que não foi só o PT vítima de suas condenações.

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Sergio Moro Lula

Vale ressaltar que Cunha era um adversário declarado dos petistas. Foi ele que comandou na Câmara dos Deputados o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O ex-magistrado ainda falou que o PT esteve com mais membros condenados em decorrência de ser o partido que estava no poder e era responsável pelo controle da Petrobras.

Ministro da Justiça

Sergio Moro afirmou que um dos objetivos de seu trabalho nos Ministério da Justiça e da Segurança Pública é combater a corrupção e punir com mais rigor os criminosos.

Outro ponto apontado por ele é defender a independência dos órgãos de controle. Dessa forma, ele não quer que a polícia persiga nenhum grupo político. Os órgãos de controle devem ser incentivados a trabalhar com liberdade conforme é destacado na Constituição.

Congresso

Datena perguntou a Moro sobre o Congresso ter atrapalhado as investigações em muitos casos, dificultando o combate aos crimes de corrupção.

O ex-juiz disse que tiveram muitas investigações que acabaram envolvendo organizações criminosas e vários desafios surgiram. Entretanto, enalteceu os trabalhos de vários setores contra esses crimes, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

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