O ex-juiz federal [VIDEO]e futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública no Governo do presidente eleito [VIDEO] Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, pretende implementar uma investigação minuciosa com o objetivo de se sanar todas as dúvidas e apontar os culpados, em relação à repatriação de dinheiro sem registro e que se encontrava no exterior.

Segundo informação veiculada pelo jornal ‘O Globo’, o ex-magistrado Sérgio Moro movimentará toda uma investigação dirigida à Receita Federal. Vale lembrar que recursos brasileiros que haviam sido originados no exterior e que tiveram os valores regularizados durante os mandatos presidenciais da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT) e posteriormente, do governo do presidente da República, Michel Temer, do MDB.

Altas somas de dinheiro repatriado sem registro

De acordo com informação repassada pelo jornal, Moro deverá criar toda uma força-tarefa destinada para o aprofundamento das investigações relacionadas à origem de uma alta soma de dinheiro, que corresponde aproximadamente a R$ 174,5 bilhões que teriam sido repatriados, sem qualquer registro.

Uma das principais propostas da investigação a ser implementada por Sérgio Moro, trata-se da apuração e análise minuciosa para saber se parte do dinheiro envolvido teria sido utilizado por organizações criminosas. Vale ressaltar que entre os membros integrantes da equipe a ser disponibilizada pelo ex-magistrado paranaense, estarão membros das áreas de inteligência do país.

Além disso, participarão da empreitada membros integrantes do Ministério Público Federal e também da Polícia Federal. O título da principal manchete do jornal ‘O Globo’ em relação ao caso é ‘Siga o dinheiro’.

O ex-magistrado Sérgio Moro irá também ter à sua disposição toda a estrutura do Coaf (Conselho de Atividades Financeiras ), cuja tarefa da instituição deverá ser voltada para fazer a verificação do uso de valores por parte de organizações criminosas, sejam as que se utilizam da prática de crimes de "colarinho branco", como também, as organizações que atuam de modo violento, por meio do tráfico de drogas e de armas, já que essas condutas não estão anistiadas pela lei vigente no país.

O ex-juiz se destacou como magistrado titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Moro foi o responsável, em primeira instância, pela condução dos trabalhos da força-tarefa de investigação da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país; a Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Após ter se desligado da magistratura, os trabalhos da força-tarefa de investigação da Lava Jato, estão sob a alçada da juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro.