O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, demonstrou nesta última quarta-feira, 5 de dezembro, que estão mais evidentes as divergências entre membros do futuro Governo de Jair Bolsonaro. Um embate estaria ocorrendo entre os militares que irão compor o governo com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Entre bastidores, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, é notável a forma como há uma disputa pela coordenação de governo e reclamações do posicionamento de Onyx em buscar protagonismo.

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O futuro ministro da Casa Civil está sendo investigado pela polícia. O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, atendeu pedido da Procuradoria Geral da República para investigar Onyx.

Durante encontro com empresários em Belo Horizonte, General Mourão declarou que se forem encontradas irregularidades na investigação, Onyx Lorenzoni deverá abandonar o governo Bolsonaro. [VIDEO]

O pedido da PGR inclui a apuração de denúncias sobre pagamentos de caixa dois da empresa J&F destinadas a Onyx entre os anos de 2012 e 2014. Com isso, Mourão foi claro e disse que se realmente for comprovado ilicitude, o então deputado deverá se retirar do governo. No entanto, sinalizou que, por enquanto, trata-se apenas de uma investigação.

Clima quente

As declarações de Mourão esquentaram o clima com Onyx. O futuro ministro da Casa Civil chegou a dizer que as investigações seriam uma "bênção" a fim de esclarecer o ocorrido. O presidente eleito Bolsonaro foi questionado sobre o posicionamento de Mourão e evidenciou que se uma denúncia for considerada robusta, independente quem atinja, essa pessoa poderá ser afastada do governo.

Bolsonaro ainda citou que usaria sua "caneta Bic" para tratar o tema.

O núcleo militar indicado para o governo avalia que ficará impossível de Onyx conduzir negociações com o Congresso Nacional e ainda se manter na coordenação da equipe ministral. Militares avaliaram que as duas tarefas exigem muito trabalho para ficarem na conta de um só ministro.

À princípio, seria criado um centro de monitoramento de governo comandado por Mourão. Entretanto, esse é um outro ponto do futuro governo que foi deixado de lado.

Um ponto de embate é para que o controle das ações administrativas fiquem com a Secretaria de Governo, que será comandada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz [VIDEO]. Nesta última semana, Onyx Lorenzoni declarou que isso ficará no comandado da própria Casa Civil.