O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, esteve nesta segunda-feira (3) num evento realizado na capital espanhola, Madrid. Dentre diversos temas abordados juntamente a jornalistas, o ex-magistrado federal, que conduziu a maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira, a Operação Lava Jato, foi taxativo ao afirmar que "não há qualquer risco de autoritarismo" em relação ao presidente eleito da República, Jair Messias Bolsonaro.

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Vale ressaltar que o ex-juiz Sergio Moro foi o magistrado titular em primeira instância da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Moro foi o responsável pela condução da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato e sentenciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário petista teria sido beneficiado em relação ao recebimento de recursos de caráter ilícito por meio de empreiteiras envolvidas no mega esquema de distribuição de propinas e corrupção que acarretaram a "sangria" nos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras.

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Lava Jato Sergio Moro

Defesa do futuro governo do país

Durante o evento ocorrido na capital espanhola, Sergio Moro afirmou que " não vislumbraria no presidente eleito Jair Bolsonaro, risco de autoritarismo ou mesmo risco à democracia". O ex-magistrado paranaense estava ao lado do vencedor do prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa. O evento consistia num seminário que fora promovido pela Fundação Internacional para a Liberdade. Vale lembrar que o futuro ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, também deveria estar presente no evento, porém, por motivos de saúde, sua agenda foi cancelada, de acordo com a sua assessoria.

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Sergio Moro fez uma defesa de Bolsonaro ao afirmar que o futuro mandatário do país denotou o compromisso com a democracia e com o Estado Democrático de Direito. Moro, naquele momento, concluiu seu pensamento, ao afirmar que teria sido o principal candidato opositor Fernando Haddad, durante a campanha eleitoral, tinha intenção de apresentar propostas de controle social da mídia e também do Poder Judiciário.

Em outro momento de seu discurso, Moro salientou que jamais aceitaria qualquer tipo de ameaças dirigidas pelo futuro governo às minorias e que declarações consideradas infelizes "não iriam se traduzir em políticas públicas de caráter discriminatório".

Moro insistiu na necessidade de "endurecimento, não de modo contrário à democracia, mas sim contra a corrupção, o crime organizado e o crime de caráter violento que o afetam".

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