O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desembarcará em solo brasileiro nesta sexta-feira (28) para participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, marcada para o dia primeiro de janeiro. Esta será a primeira vez que um mandatário israelense visitará o Brasil.

Netanyahu será o primeiro convidado a chegar no Brasil para o evento, em decorrência da reunião marcada com Jair Bolsonaro para a tarde desta sexta-feira no Rio de Janeiro.

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Segundo à AFP, o primeiro-ministro também se reunirá com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo na terça-feira (01).

O gabinete do primeiro-ministro informou que Netanyahu também deve se encontrar com os presidentes do Chile, Sebastián Piñera, e com o presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández. Membros da comunidade judaica no Brasil e um grupo cristão pró-Israel também devem ser recebidos pelo premier.

Em nota, o gabinete do primeiro-ministro declarou que a visita ao Brasil reforçara intercâmbios comerciais e econômicos entre os dois países.

O estreitamento de Bolsonaro com o governo israelense

O presidente eleito, Jair Bolsonaro nunca deixou de declarar sua empatia com o país do Oriente Médio, durante a corrida eleitoral chegou a declarar que caso fosse eleito transferiria a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do pretendido pelo presidente americano Donald Trump.

Após a vitória em segundo turno a ideia ganhou corpo, o que foi comemorado por Netanyahu, o premier classificou o fato como "histórico", no entanto a postura do brasileiro recebeu grandes criticas, haja vista, que isso poderá prejudicar o comércio do Brasil com os Estados Árabes, grandes importadores de carne brasileira.

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Na última terça-feira, em sua página no twitter, Bolsonaro afirmou que a aliança com Israel está em curso e renderá bons frutos ao Brasil. Na mesma postagem, Jair Bolsonaro anunciou o projeto de dessalinização da água na região Nordeste que terá como parceiro o Governo de Israel.

Netanyahu vive um dos seus momentos mais difíceis frente ao governo de Israel.

Na última quarta-feira (26) o parlamento israelense aprovou a decisão de convocar eleições antecipadas para o dia 9 de abril.

O futuro do primeiro-ministro é uma incógnita, uma vez que seu nome está envolvido em diversos casos de corrupção. O mandatário está à frente do governo do país do Oriente Médio desde 2009.

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