O Ministério do Trabalho será mesmo extinto. Pelo menos é o que garantiu o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), [VIDEO] em entrevista concedida nesta segunda-feira (3) à Rádio Gaúcha. De acordo com ele, as atribuições da antiga pasta serão distribuídas entre Justiça, Cidadania e Economia.

Onyx explicou que a parte ligada à concessão de carta sindical ficará sob responsabilidade do Ministério da Justiça. Esse Ministério, que terá Sergio Moro como titular, também poderá ficar encarregado de fazer as fiscalizações de condições de trabalho, como o combate ao trabalho escravo, mas essa informação o futuro ministro não soube precisar.

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Já a parte ligada a políticas de emprego irá para o Ministério da Cidadania e o restante para a Economia.

A extinção do Ministério do Trabalho tem sido marcada por idas e vindas.

Logo após ser eleito, Jair Bolsonaro disse que o Ministério deixaria de existir e suas funções seriam incorporadas a outras pastas. Depois, ele recuou e afirmou que a pasta seria mantida com seu status de Ministério e agora há essa nova informação sobre sua redução.

Governo deverá ter 22 ministérios

Durante a campanha eleitoral, o então candidato Jair Bolsonaro havia afirmado que reduziria pela metade os atuais 29 ministérios. Porém, com a confirmação da extinção do Ministério do Trabalho, por enquanto o futuro Governo conta com 22 pastas no primeiro escalão [VIDEO], sendo que 20 deles já tem seus nomes confirmados.

Além de Onyx, que será Ministro da Casa Civil, e Sergio Moro, que será Ministro da Justiça, também já foram confirmados Paulo Guedes para a Economia, Osmar Terra para a Cidadania, o general Augusto Heleno para a Segurança Institucional, o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia, o general Fernando Azevedo e Silva para a Defesa [VIDEO], Gustavo Bebianno para a Secretaria Geral da Presidência e Ricardo Vélez Rodríguez para a Educação.

O time de ministros de Bolsonaro ainda terá Tereza Cristina para a Agricultura, Ernesto Araújo para a Relações Exteriores, Roberto Campos Neto para o Banco Central, Luiz Henrique Mandetta para a Saúde, Wagner Rosário para a Transparência e Controladoria Geral da União (CGU), André Luiz de Almeida Mendonça para a Advocacia Geral da União (AGU), general Carlos Alberto dos Santos Cruz que cuidará da Secretaria de Governo, Tarcísio Gomes de Freitas para a Infraestrutura, Gustavo Canuto para o Desenvolvimento Regional, Marcelo Álvaro Antônio para o Turismo e Bento Costa Lima, que ficará responsável pela pasta de Minas e Energia.

O nome mais cotado para a pasta do Direitos Humanos é o da pastora evangélica Damares Alves.