Foi anunciado nesta quinta-feira (20) uma nota conjunta dos partidos PCdoB, PSB e PDT onde suas respectivas lideranças anunciam a formação do bloco de oposição ao futuro Governo de Jair Bolsonaro do PSL (Partido Social Liberal). Os líderes dos referidos partidos já vinham discutindo uma atuação conjunta em oposição ao presidente eleito dado os resultados de sua eleição no pleito à Presidência da República. Principal opositor de Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores (PT) não se juntou oficialmente ao 'blocão' de oposição na Câmara dos Deputados.

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A nota conjunta dos partidos foi divulgada à imprensa.

De acordo com os partidos, o intuito é formar um bloco para fortalecer as posições políticas e a ação parlamentar.

Após tomar conhecimento da nota divulgada à imprensa pelos partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro também se manifestou através de sua conta no Twitter. "PDT, PSB e PCdoB confirmam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara. Se me apoiassem é que preocuparia o Brasil!", retuitou o presidente eleito com um joinha.

Cabe destacar que juntos tanto o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) quanto o PSB (Partido Socialista Brasileiro) e o PDT (Partido Democrático Trabalhista), elegeram 69 deputados para o futuro mandato do próximo mandato (2019). O blocão desta oposição conjunta oficializada fará uma frente de quase 70 deputados na Câmara.

Embora tenha perdido muitos deputados, o Partido dos Trabalhadores ainda é a bancada que tem a maior quantidade de eleitos: 56 deputados conseguiram se eleger pela legenda.

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O PSL (Partido Social Liberal) do presidente eleito Jair Bolsonaro não fica de fora: 52 deputados conseguiram se eleger neste pleito. Depois do PT, o PSL é a 2ª maior bancada da Câmara dos deputados.

Breve histórico da relação do bloco (PCdoB, PSB e PDT), que fará oposição a Bolsonaro na Câmara

Nas eleições deste ano de 2018 para o pleito a candidatura à Presidência da República, o PDT lançou o nome de Ciro Gomes para a disputa, e o candidato contou com 13,3 milhões de votos finalizando em 3ª lugar na disputa geral.

Na época, o PSB (Partido Socialista Brasileiro), em convenção, decidiu não apoiar nenhum candidato, incluindo Ciro Gomes.

Entretanto no 2º turno, tanto o PDT quanto o PSB resolveram apoiar o candidato petista Fernando Haddad contra Bolsonaro.

O PDT alegou 'apoio crítico', já o PSB liberou diretórios em SP e no DF.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) por sua vez, compôs com Manuela D'Ávila na chapa de Haddad.

A nota conjunta da oposição

Líderes dos três partidos fundiram oficialmente sua ideologia na oposição ao novo governo.

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