Após o término das Eleições, os visitantes ilustres que faziam questão de ir ver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, teriam praticamente desaparecidos do mapa. Várias personalidades já marcaram presença na cela do petista, como, por exemplo, o ator norte-americano Danny Glover e o ex-presidente do Uruguai Pepe Mojica. As quinta-feiras na Superintendência também eram muito agitadas com vários familiares e amigos do ex-presidente que queriam vê-lo.

As coisas mudaram depois que Fenando Haddad foi derrotado na disputa ao Planalto.

Hoje, Lula estaria abatido e desanimado, segundo informações de pessoas próximas a ele. Apenas dirigentes petistas e alguns poucos amigos se preocupam em ir visitá-lo.

Na quarta-feira (6), o líder do PT recebeu o fundador do partido espanhol Podemos, Juan Monedero. De acordo com a informação de alguns policiais que cuidam da prisão de Lula, já fazia dois meses que o ex-presidente não recebia visitas internacionais, o que foi quebrado com a ida de Monedero à Curitiba.

Segundo os agentes, com a vitória de Jair Bolsonaro na eleição, vencendo o candidato do PT, Fernando Haddad, houve um "sumiço dos famosos". Existe um certo receio no PT de que Lula se sinta abandonado e, por isso, eles pretendem agilizar movimentos para mostrar a Lula que eles continuam batalhando aqui fora.

Desânimo

Abatimento e desânimo é observado em Lula por pessoas que estão em contato com ele. Segundo eles, isso tem acontecido em decorrência das festas de final de ano. Contudo, eles falam que existe uma lista de 50 nomes esperando para vê-lo em Curitiba.

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Até mesmo as visitas de religiosos, que acontecem geralmente nas segundas-feiras têm diminuído. Um interlocutor justificou que isso acontece porque o ex-presidente já recebeu vários religiosos e as lideranças se esgotaram.

Novas estratégias

Mesmo diante de todo esse abatimento, o PT busca dar fôlego e divulgar o movimento "Lula Livre". Haddad teria sido orientado por Lula a organizar uma frente que busca pela sua liberdade, além de uma agenda internacional que tenta defender o ex-presidente internacionalmente.

A militância ainda seguirá mais um tempo em frente ao prédio da Polícia Federal. Pelo menos, 10 pessoas são incumbidas a ir lá todos os dias para dar um bom dia ao seu líder.

Para o Natal e as festas da passagem de Ano, os militantes preparam uma programação especial com a presença de alguns políticos.

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