O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou na manhã desta sexta-feira (28) que seus deputados e senadores não participarão da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro (PSL), marcada para o dia primeiro de janeiro de 2019 como forma de boicote.

Em nota, o partido declara que o resultado da eleição de outubro, cujo elegeu Jair Bolsonaro como presidente com 55% dos votos é legítimo, no entanto, isso não impede o PT de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad.

Publicidade
Publicidade

O PT também alega que a ausência de seus congressistas e militantes é um ato que marca a resistência, em sinal de protesto contra os "discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação", que segundo o partido marcaram a campanha eleitoral do candidato vitorioso. Na nota, o partido afirma não aceitar que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política.

A presidente do partido e deputada federal eleita, Gleisi Hoffmann assinou o comunicado em conjunto com Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Governo

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometem fazer um ato em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula cumpre pena, na mesma data da posse do presidente Bolsonaro.

No entanto, a liderança petista não confirmou se os seus parlamentares participarão do ato de Curitiba.

Boicote do PT não tem precedentes no Brasil

O boicote petista à cerimônia de posse do presidente Bolsonaro, eleito em segundo turno com mais de cinquenta e sete milhões de votos, será o primeiro da história recente da democracia brasileira.

Publicidade

Após a retomada da democracia brasileira em 1985, que culminou com a promulgação da Constituição Federal de 1988 e a disputa eleitoral cada vez mais acirrada, a oposição aos eleitos tem sido marcada por muita disputa, no entanto, todos os partidos com representação no Congresso Nacional sempre marcaram presença na cerimônia de posse do presidente eleito.

A confirmação do boicote anunciada pelo PT na manhã desta sexta-feira, além de ser inédita, marca o tom da oposição que o partido deve tomar com relação ao Governo de Jair Bolsonaro.

O presidente diplomado, bem como nenhum de seus ministros ou assessores comentaram a declaração petista.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo