A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou de novo contrariamente às pretensões dos advogados de defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Após a procuradora ter encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 29, um parecer técnico da Procuradoria-Geral da República contra o habeas corpus (pedido de liberdade) da defesa lulista, em relação ao caso que será julgado nesta terça-feira (04), mais uma vez a instituição se pronunciou.

Vale ressaltar que um dos principais objetivos do habeas corpus ter sido protocolado pela defesa do ex-mandatário petista, que se encontra preso em Curitiba, na Superintendência da Polícia Federal, em razão de sentença de condenação no âmbito das investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, é que seus advogados sustentam que o ex-juiz federal Sergio Moro teria demonstrado parcialidade e que teria atuado politicamente, em relação ao caso lulista, já que Sergio Moro deixou a magistratura e deverá assumir o comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, no governo do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro.

Raquel Dodge se manifesta em novo 'embate' contra defesa de Lula

A procuradora-geral da República rebateu novamente os argumentos apresentados pela defesa do ex-mandatário petista. Vale salientar que desta vez, a defesa do ex-presidente solicitou que fosse suspensa a ação penal relacionada à doação do Instituto Lula, cujo inquérito encontra-se sob tramitação na Justiça Federal de primeira instância.

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Lava Jato Lula

De acordo com as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato, o ex-presidente petista seria suspeito de ter recebido propina proveniente da empreiteira Odebrecht, que é uma das principais construtoras envolvidas no mega esquema de corrupção e distribuição de propinas na maior estatal brasileira; a Petrobrás.

A defesa de Lula solicitou que houvesse uma paralisação do processo até que ocorra uma manifestação por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação ao caso.

A defesa lulista também pleiteia que sejam retirados trechos do acordo de delação premiada do ex-ministro da Fazenda do Partido dos Trabalhadores (PT), Antônio Palocci Filho.

A Procuradora Raquel Dodge salientou ao externar sua crítica ao Comitê da ONU, de que esse mesmo comitê teria causado "impacto irreversível na ordem interna brasileira, sem, no entanto, apresentar motivos e fundamentos".

Dodge rechaçou a intenção da defesa de que a ONU tenha qualquer tipo de ascendência sobre a Justiça brasileira e que "o Comitê de Direitos Humanos se trataria de um órgão administrativo, sem qualquer competência jurisdicional, dado que as recomendações desse órgão não teriam caráter vinculante e não poderiam prevalecer sobre decisões que tenham sido proferidas pelo Poder Judiciário brasileiro".

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