Com o intuito de se fazer uma frente supra-partidária no Senado da República que seja contrária às pretensões do ex-presidente da Casa Renan Calheiros em tentar se figurar como um dos principais nomes para assumir a Presidência da Casa, um grupo de parlamentares, especialmente do Senado, já atua nos bastidores para "frear" a movimentação do senador alagoano do MDB. Há uma tentativa explícita de se tentar quebrar a hegemonia do MDB, em relação à trajetória da sigla partidária que permaneceu durante muito tempo na condução do Senado Federal e também da Câmara dos Deputados.

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Articulações de siglas apontam para candidatura tucana no Senado

As articulações no Senado da República, com vistas à próxima legislatura, em se tratando do novo parlamento que se firmará durante a gestão do presidente eleito do país, Jair Messias Bolsonaro, continuam a todo vapor. Um grupo de senadores eleitos pelos partidos: PSDB, PDT, PPS, Rede e também de setores do PSL (partido do presidente eleito da República), se mobilizam para tentar impedir que o senador reeleito Renan Calheiros seja bem sucedido em suas tentativas de se firmar para a futura Presidência do Senado e do Congresso Nacional.

Esse grupo de senadores das siglas partidárias supracitadas, pretendem apoiar um nome moderado para a Presidência da Casa, tornando o senador tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE) um dos mais fortes cotados para assumir a cadeira presidencial do Senado da República. Vale ressaltar que o nome do senador tucano conta com a simpatia do irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), Cid Gomes. O apoio a Tasso Jereissati também é verificado no bloco de partidos PPS, PDT e Rede, que possuem juntos 14 senadores eleitos.

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Cid Gomes foi taxativo, ao se referir ao nome de Tasso Jereissati, já que segundo o futuro senador, "Tasso seria um nome excelente e teria o perfil adequado, já que uma das grandes preocupações se trataria de ter alguém respeitável, que pudesse elevar o nome do Senado Federal, porém, não se pode ter um só nome, já que o objetivo seria compor a maioria, e para isso, seria necessário abrir as portas", de acordo com o ex-governador cearense.

Outro aspecto que pode contribuir favoravelmente às pretensões do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, é que a bancada de seu partido conta com oito senadores e deverá receber mais uma parlamentar, Maísa Gomez, do estado do Acre.

a futura senadora apoia Tasso e com essa movimentação, o provável postulante tucano à Presidência do Senado já poderia estar largando com 23 votos em prol de sua candidatura.

Já em relação ao presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, o mesmo pretende não adentrar na disputa dos partidos pelo comando do Senado. entretanto, tanto o presidente eleito, quando seu partido, rejeitam o nome de Renan Calheiros.

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