Nesta quinta-feira, 6 de dezembro, o presidente Michel Temer esteve em uma entrevista com diversos jornalistas estrangeiros no Palácio do Planalto, em Brasília. Em declaração, Temer disse que "tentaram desgraçar" sua vida desde que ele assumiu a Presidência do Brasil, após o impeachment de Dilma Rousseff.

Michel Temer disse que não está preocupado com investigações que poderá responder após o término de seu mandato. O atual presidente desabafou ao dizer que logo quando chegou ao poder, pessoas se dedicaram para arruinar sua vida.

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Ele cita que foi feito uma campanha de 18 horas por dia de pessoas que queriam derrubá-lo a qualquer custo. Entretanto, Temer diz que não conseguiram, mas sente-se injustiçado com a situação.

O político do MDB entrou no Governo em meio as turbulências do processo de impeachment. Seu mandato terminará no próximo dia 31 de dezembro. A partir de 1° de janeiro, o presidente eleito Jair Bolsonaro assumirá o governo.

Processos

Quando seu mandato terminar, Temer deverá responder a processos que tramitam na Justiça.

A Procuradoria-Geral da República, no ano passado, denunciou o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas vezes. A primeira denúncia atribuiu crime de corrupção passiva. Na segunda denúncia, Temer foi apontado em crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Entretanto, a Câmara dos Deputados rejeitou que os processos seguissem em andamento pelo Supremo. Com isso, só entrarão em vigor a partir de 1° de janeiro, quando Temer estiver fora do Palácio do Planalto.

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Michel Temer disse que os processos vão para a primeira instância com o fim do foro privilegiado. Portanto, segundo ele, não há nenhum tipo de preocupação com as denúncia pois seriam "coisas estapafúrdias" para uma mente jurídica.

Temer nega todas as acusações. Em um processo ele também é investigado sobre repasses ilícitos da empresa Odebrecht para políticos do MDB envolvendo o setor portuário.

Temer disse que não o 'derrubaram'

Temer enfatizou sobre as tentativas, que segundo ele, seriam para tirá-lo do governo.

No entanto, deixou claro que isso não ocorreu. Para Temer, as tentativas não eram para sua queda politicamente, mas sim, moralmente. Por isso, citou que pretendiam "desgraçar" sua vida. O presidente disse que mais o chateou foi a questão moral envolvida. Por outro lado, ele diz que politicamente "tem muita estrada" e "não tem problema" relacionado a isso.

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