O vice-presidente da República, general Antonio Hamilton Mourão, decidiu se pronunciar sobre as ameaças que o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) relatou e que o motivaram a deixar o Brasil. Para Mourão, é preciso aguardar um detalhamento para entender quais tipos de ameaças o parlamentar se queixa. Contudo, Mourão frisou que quem ameaça um parlamentar está cometendo um "crime contra a democracia".

De acordo com Mourão, quando alguém diz que está sendo ameaçado, a pessoa deve informar pelo menos a direção das ameaças, falar por quem que está sendo ameaçado. “Quando a gente diz que está ameaçado, tem que dizer por quem, como. Vamos aguardar”, declarou o vice após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Ao ser questionado se a decisão de Jean Wyllys estava correta, Mourão afirmou que somente o parlamentar pode estar por dentro do grau de confusão que ele está metido.

Contudo, Mourão deixou claro que quem ameaça um deputado está cometendo um crime contra as regras democráticas estabelecidas no país. Todos devem ter liberdade de se posicionar e expor os seus pensamentos e opiniões sobre as coisas.

Segundo Mourão, o parlamentar está lá porque várias pessoas acreditaram em suas propostas e isso deve ser respeitado. Se alguém concorda com a ideia que um certo deputado defende, tem que bater palma. Entretanto, se não gosta tem que ter paciência.

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Atentando a Bolsonaro

O vice-presidente também afastou a possibilidade de relacionar a decisão de Wyllys em não voltar ao Brasil com o atentando sofrido por Bolsonaro durante campanha eleitoral. No ano passado, o capitão da reserva foi atingido com uma facada e teve que ser socorrido às pressas ao hospital.

Muitos apoiadores de Bolsonaro estão divulgando nas redes sociais que é necessário uma investigação séria contra Jean Wyllys.

Para eles, o parlamentar pode estar envolvido com o atentado sofrido pelo presidente. Isso porque, Adélio Bispo de Oliveira, que agrediu Bolsonaro com a facada, foi filiado ao partido de Wyllys.

No entanto, para Mourão, isso não tem nada a ver. Ele acredita que isso é apenas um "desejo que algo aconteça" por parte de apoiadores do presidente, mas não há nada que prove ou cause suspeitas.

Descontração

Pela primeira vez chefiando o Executivo, Mourão afirmou que seguiria as ordens estabelecidas por Bolsonaro. Muitos viram ele com muita descontração e brincando em vários momentos. Apenas uma preocupação tem mexido com ele: a crise na Venezuela.

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