O ex-deputado Jean Wyllys abdicou ao cargo de deputado federal para viver na Europa desde que sinalizou ser alvo de ameaças no Brasil. Há cerca de um mês, com o anúncio formalizado, o político está morando em Berlim, na Alemanha. Nesta semana, ele esteve em Portugal e foi recebido pela Casa de Alentejo. Wyllys conversou com jornalistas sobre assuntos relacionados ao governo Bolsonaro e ameaças que sofreu no Brasil.

Enquanto Jean Wyllys discursava, manifestantes contrários em ex-deputado gritavam: "lixo tóxico". Na ocasião, o exilado falou sobre a atuação do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Wyllys é oposição ao governo Bolsonaro e, por conta disso, questionou o fato do ex-juiz, que colocou na cadeia o ex-presidente Lula, ter aceitado o convite de Jair Bolsonaro para se tornar ministro do governo.

Segundo Wyllys: "se ele fosse um homem com algum brio deveria sentir vergonha disso e não teria aceitado esse convite". Para completar, o ex-deputado disse que brio é algo que falta no governo de Bolsonaro.

Continuando o assunto sobre Justiça e Segurança, Jean Wyllys declarou que Moro vai dar "salvo-conduto" para que a polícia possa matar. Ele criticou o pacote anticrime do ex-juiz federal, que busca reforçar as regras no combate ao crime organizado.

Em outro ponto, Wyllys comentou sofre a polêmica reforma da Previdência.

Ele cita que isso poderá gerar um "contingente de idosos miseráveis".

Manifestações contrárias

Na última terça-feira (26), Jean Wyllys foi atacado com ovos por manifestantes contrários a sua presença no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Nesta quarta, o ex-deputado declarou que as manifestações vinham da influência de radicais brasileiros em Portugal.

A passagem do ex-deputado em Portugal contou com a manifestação do Partido Nacional Renovador (PNR).

Em declaração ao site Sputnik Brasil, a empresária brasileira Ana Teixeira, que reside em Portugal há 16 anos, afirma que Jean Wyllys tem "culpa no cartório" para ter saído do Brasil. Ela diz que o ex-deputado deve ter "medo de alguma coisa" e cita que a verdade ainda aparecerá.

A mesma opinião também é compartilhada pela brasileira Lis Teves, que também mora em Portugal.

O ex-deputado justifica sua saída do Brasil devido ameaças contra ele e sua família que foram realizadas através de e-mails. Wyllys acredita se sentir desprotegido e optou por abandonar o cargo e ir para outro país.

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