O senador Major Olímpio (PSL-SP) fez duras críticas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na sessão de votação do Senado, neste sábado (02). Toffoli havia determinado nesta madrugada de sábado que a eleição para a Presidência do Senado fosse por meio do voto secreto.

Major Olímpio alegou que a decisão de Toffoli já estaria pronta bem antes, como uma forma de beneficiar o candidato à reeleição Renan Calheiros. Na sua decisão, o ministro disse que amanhã o voto seria por meio secreto, no entanto, ele assinou o documento no próprio sábado, ou seja, ele teria se equivocado em falar na votação de "amanhã".

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Outro ponto criticado pelo senador do PSL é que Toffoli, ao invés de dizer que a sessão seria conduzida pelo senador mais idoso, ele citou que o comando da votação já estava certo que seria de responsabilidade de José Maranhão (MDB-PB).

Desistência de candidatura e mais críticas a Toffoli

Major Olímpio decidiu retirar seu nome da disputa pela Presidência do Senado. Segundo ele, essa atitude seria uma forma de fortalecer um grupo que busca mudanças no país.

Criticando mais uma vez Toffoli, o parlamentar lamentou a decisão do ministro.

Para ele, Toffoli invadiu um Poder que não lhe pertence e foi contra a maioria da Casa que já tinha se posicionado pela votação aberta.

Major Olímpio disse que a dignidade do Senado está sendo violada e reiterou que a votação dos 50 senadores pelo voto aberto foi dizimada com a decisão monocrática do ministro: "péssimo exemplo para a sociedade não irmos ao pleno do Supremo".

Votação em cédula

Diante de toda essa confusão que envolve a eleição para a Presidência do Senado, os parlamentares definiram pela votação em cédula.

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A maioria foi contra as urnas eletrônicas. Dessa forma, muitos senadores que votavam acabaram levantando suas cédulas e tentando mostrar qual foi a intenção de voto deles. No entanto, preservou aqueles que preferiram não informar quem são os seus candidatos.

O presidente da sessão, José Maranhão, afirmou que não tinha nenhum impedimento de se fazer a votação por meio de cédula, entretanto, disse que a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), por ser tetraplégica, teria dificuldade em votar secretamente dessa maneira.

A razão disso, é que ele poderia votar com movimentos de cabeça e na votação de cédula não tem como.

Mara Gabrilli se pronunciou e não se opôs a votação em cédula favorecendo assim a sua execução no Senado.