Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (14) pelo jornal Folha de S.Paulo, parlamentares estariam tentando demonstrar força perante os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles promovem uma ofensiva contra o Poder Judiciário. Os parlamentares seriam os aliados do Governo de Jair Bolsonaro e os pontos criticados são o que eles chamam de "ativismo judicial" e também a proteção que ministros da Corte dão perante políticos investigados.

Os políticos também vão contra a velha política do Congresso. Contudo, citam que políticos tradicionais que estão envolvidos na Justiça, um exemplo o senador Renan Calheiros que carrega diversos inquéritos, recebem proteção recíproca, pois na Corte também há cerca de 28 pedidos de impeachment.

Recentemente, houve a tentativa de colocar em votação a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tinha o objetivo de apurar irregularidades em tribunais superiores. A CPI ficou sendo apelidada de "Lava Toga" e dava indício de que os ministros da Corte seriam o alvo principal. Na última segunda-feira, 11 de fevereiro, a CPI foi cancelada pelos senadores.

Segundo a opinião do senador Major Olímpio (PSL-SP), o caso demonstra que a "velha política" estaria ressurgindo. O senador aponta que vê a situação com "muita tristeza". Após o cancelamento da CPI, os próximos dias passaram com enfrentamentos. Uma CPI do Judiciário tentou ser desengavetada. Além do mais, uma PEC que proíbe o aborto foi reaberta.

Major Olímpio declarou que o objetivo é enfrentar o Supremo, para que a Casa cumpra o seu papel constitucional.

Senador Kajuru critica privilégios dos ministros do Supremo

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) disse nesta última quarta-feira (14), através da tribuna do Senado, que os ministros da Corte utilizam recursos públicos muito acima da média da população brasileira.

Kajuru avaliou que os números assustam, pois R$ 1,5 milhão são destinados ao auxílio moradia e divididos entre 11 ministros. Além do mais, o senador aponta que o auxílio alimentação chega no valor de R$ 12 milhões.

Kajuru questionou o fato e disse que isso é um absurdo perante a população brasileira, que hoje conta com milhões de desempregados.

No momento, Kajuru também cita que cerca de 200 empresas estão falidas no Brasil. Outro ponto também levantado é a quantidade de funcionários por ministros. Kajuru conta que cada ministro da Corte possui 222 funcionários.