O vice-presidente da República, general Antônio Hamilton Martins Mourão, manifestou-se a respeito do caso envolvendo as candidaturas "laranjas" do PSL e que coloca no centro do escândalo o secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno.

Além disso, o episódio envolveu duro "embate" entre um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, além do próprio mandatário brasileiro. O presidente Jair Bolsonaro denotava o desejo de que Bebianno pedisse demissão de seu cargo, o que, por ora, não aconteceu.

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Mourão em desacordo com atuação de filhos de Bolsonaro

De acordo com o vice-presidente Hamilton Mourão, os filhos do presidente Jair Bolsonaro deveriam parar de gerar problemas ou crises que possam até mesmo, possuir potencial dano ao Governo brasileiro. Numa entrevista do general à agência internacional Bloomberg, na noite da última quinta-feira (14), o general se expressou, de modo negativo, ao atual episódio envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno.

Entretanto, o militar ponderou que as discussões que repercutiram intensamente nas redes sociais envolvendo o clã Bolsonaro seriam ruins, porém, ainda não afetariam a imagem do governo do país.

O general citou um velho ditado para analisar a atual situação de crise no governo. "Diz a velha prática que roupa suja a gente lava no tanque da casa e não da casa dos outros", comentou em alusão ao protagonismo dos filhos de Bolsonaro em decisões que sejam avalizadas pelo governo brasileiro, o que, na opinião do vice-presidente, não estariam contribuindo positivamente para o atual momento do país.

Ainda em relação ao papel desempenhado por Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, Mourão foi taxativo ao afirmar que Carlos "no afã de defender o pai, interferiu levando discussões e debates em rede social, o que acaba sendo de domínio público, o que não é bom".

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Vale ressaltar que o escândalo envolvendo a situação das candidaturas "laranjas" do PSL surgem num momento muito inoportuno, já que na próxima semana, o governo pretende fazer o encaminhamento ao Congresso Nacional da proposta referente à aplicação da reforma da Previdência Social, o que demandará muitas negociações e apoio de parlamentares da base aliada e de outros partidos.

Contudo, o governo necessita da aprovação de uma ampla maioria de parlamentares, de modo que seja visto como uma verdadeiro "divisor de águas" para o sucesso, ou mesmo o insucesso, do governo do presidente Jair Bolsonaro.

No entanto, o vice-presidente Hamilton Mourão acredita que passada toda a turbulência relacionada ao episódio envolvendo o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, a normalidade será retomada com o retorno de Bolsonaro ao Palácio do Planalto, após 17 dias sob internação e posteriormente, recuperação, findada a retirada de uma bolsa de colostomia em hospital de São Paulo.