O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi entrevistado pelo jornal O Estadão de S. Paulo e esclareceu pontos sobre a CPI da Lava Toga, que visa investigar supostos excessos em tribunais superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta última segunda-feira (18), Alcolumbre declarou que uma CPI envolvendo ministros da Corte não iria fazer bem para o Brasil. Ele enfatiza que não se deve aceitar a interferência de outro poder.

Segundo Alcolumbre, essa questão poderia gerar uma crise institucional.

Conforme informações do Estadão, Alcolumbre é alvo de duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Os processos contra Alcolumbre envolvem utilização de documento falso e notas fiscais frias. Além do mais, visa a falta de comprovantes bancários no período de contratação de serviços eleitorais. O caso estava no Tribunal Regional Federal do Amapá, porém, após ser arquivado, a Procuradoria-Geral da República enviou para o Supremo.

À princípio, o presidente da Casa, através de análise técnica do Senado, disse que a CPI não apresentaria fato determinado para poder justificar o pedido de abertura.

Investigações na Corte contra Alcolumbre

O jornal questionou se o fato de Alcolumbre estar contrário à abertura da CPI da Lava Toga teria relação com as duas investigações que sofre na Suprema Corte. Em resposta, o presidente do Senado disse que isso não é algo para se comentar, pois o que estaria em jogo é a constitucionalidade do requerimento.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo

Ainda segundo informações do Estadão, o presidente do Senado teria sido aconselhado pelo Palácio do Planalto a não colocar a CPI em pauta, pois em primeiro momento a urgência está na reforma da Previdenciária e a questão poderia tirar dos holofotes desse processo.

Nesta última terça-feira (19), o senador Alessandro Vieira (PPS-ES) recolheu 29 assinaturas que compactuam com a abertura da CPI. No total, há duas assinaturas a mais que o necessário para que o requerimento seja aceito.

A CPI mira o Supremo Tribunal Federal, que recentemente é alvo de diversas críticas, tanto de parlamentares quanto em redes sociais.

As críticas contra os magistrados ganharam força após decisão do Supremo em enviar para a Justiça Eleitoral crimes comuns, como os de corrupção e lavagem de dinheiro, ligados a delitos eleitorais, como caixa 2, o que foi criticado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Protestos contra a decisão da Corte já começaram a ser marcados no país.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo