A Lava Jato de São Paulo, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, está mudando os rumos das investigações. À princípio, um dos alvos principais era o suposto operador do PSDB, Paulo Vieira de Souza. Entretanto, o foco agora está em novos agentes políticos e públicos e aponta para parentes do ex-presidente Lula e supostos repasses de proprina nas obras do metrô de São Paulo durante gestões tucanas.

Nos próximos meses, a força-tarefa da Lava Jato de São Paulo busca apurar repasses de propina em referência a obras do Metrô. As linhas 2-verde, 4-amarela, 5-lilás e 6-laranja são apontadas em supostos desvios de recursos públicos. As linhas tiveram grandes atrasos nas obras e inaugurações, ocorrendo também acréscimos contratuais.

A Lava Jato parte de investigações a partir de delação premiada da empresa Odebrecht.

Os relatos de casos envolvem gestões durante os governo de José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Sérgio Brasil, ex-diretor do Metrô, é um dos principais delatores no caso e há claros relatos de pagamentos a agentes públicos para viabilizar a execução da obra que envolveu até a liberação de vias públicas.

Em outro flanco de investigação, a Procuradoria apura pagamentos da empreiteira a um dos filhos e um irmão do ex-presidente Lula.

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Lava Jato Lula

Luís Cláudio, um dos filhos de Lula, já foi indiciado pela Polícia Federal em caso envolvendo lavagem de dinheiro e tráfico de influência a respeito da Touchdown, empresa especializada em marketing esportivo. A empresa do filho do petista é apontada por ter recebido mais de R$ 10 milhões em patrocínio, mesmo tendo um capital social de R$ 1 mil.

Há também investigações que envolvem José Ferreira da Silva, o conhecido Frei Chico, irmão de Lula.

Chico teria recebido mesadas da Odebrecht a pedido de Lula. Entre outros políticos que também estão com avançadas investigações citamos os ex-ministros Gilberto Kassab e Alexandre Padilha.

Lava Jato nega crime eleitoral

Nestas investigações, a coordenadora da Lava Jato de São Paulo, Anamara Osório, nega que tenha relações com crime eleitoral. Osório explica que trata de dinheiro ilícito entregue de forma dissimulada.

O advogado de Sérgio Brasil negou que seu cliente tenha conhecimentos das informações relatadas em delação premiada e que ele não foi ouvido em inquérito referente a obras do metrô. O advogado Cristiano Zanin, que faz a defesa de Lula e Luís Cláudio, avaliou que o documento apresentado é opinativo e com enorme fragilidade jurídica.

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