Durante a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que ocorreu nesta última quarta-feira (3), o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi atacado pelo deputado Zeca Dirceu (PT-PR). A sessão ocorreu para tratar sobre a reforma da Previdência que tramita entre os deputados.

A confusão se iniciou após Zeca Dirceu chamar Paulo Guedes de "tigrão", em referência à música do grupo Bonde do Tigrão, que fez grande sucesso em meados de 2001.

O deputado enfatizou que Guedes estava agindo como um tigre perante os aposentados, professores e agricultores. E ainda citou que o ministro é "tchutchuca" perante os mais privilegiados do país. Zeca ainda declarou que o ministro de Bolsonaro é "amigo dos banqueiros".

Após os ataques, Paulo Guedes revidou. Mesmo com o microfone desligado, o ministro gritou "tchutchuca é a sua mãe e a sua avó" e acrescentou que não estaria na sessão para ser desrespeitado.

A onda de ataques fez com que o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), que atua como presidente do CCJ, encerrasse a sessão.

O encontro de Paulo Guedes com os deputados durou cerca de 6h30 e terminou por volta das 20h30. Em toda a sessão, o presidente do CCJ pediu silêncio e respeito para dar continuidade. Entretanto, os pedidos foram sem sucesso.

O bate-boca no final fez com que a segurança da Câmara fosse acionada.

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Os seguranças ficaram prontos para conter os deputados e também ajudar Paulo Guedes a sair da sala.

Alguns dos deputados presentes reagiram às falas de Zeca Dirceu, chamando o deputado de "moleque". Os parlamentares também não ficaram satisfeitos com o rendimento do encontro e pediram informações detalhadas sobre o impacto fiscal através da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O encontro foi para analisar trechos da proposta da Previdência, porém parlamentares presentes também resolveram se manifestar sobre pontos que não lhes agradam na proposta de Paulo Guedes.

Deputada Maria do Rosário disse que foi agredida

A deputada do PT, Maria do Rosário, disse que foi agredida durante a sessão pela assessora do ministro Paulo Guedes, Daniella Marques.

Rosário exigiu que Daniella fosse levada até a Delegacia da Polícia Legislativa da Câmara. A assessora foi até a Delegacia ao lado do procurador-geral da Fazenda Nacional, José Levi Mello.

Contudo, segundo o procurador-geral, não foi registrado ocorrência e todos estariam numa "atmosfera absolutamente serena".

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